A Marinha de Guerra Angolana (MGA), vai continuar a apostar na formação do seu efectivo e na modernização técnica e tecnológica para o reforço da sua capacidade operacional, afirmou, na cidade de Benguela, o comandante da Região Naval Sul, vice-almirante Carlos de Carvalho.
Segundo o responsável, que falava na cerimónia de outorga de diplomas a finalistas do curso 2021-2026 da Academia Naval, a formação contínua do efectivo representa o compromisso com a inovação, disciplina, excelência e valorização do capital humano, como condição para elevar os níveis de operacionalidade das Forças Armadas Angolanas.
Segundo a Angop, o vice-almirante, sublinhou que a formação do efectivo representa anos de sacrifício, dedicação, aprendizagem, aperfeiçoamento e consolidação de uma cultura de excelência.
“É nosso compromisso colectivo preparar homens e mulheres capazes de responder às exigências de um ambiente estratégico cada vez mais complexo, tecnológico e desafiante”, afirmou.
Para Carlos de Carvalho, cada oficial formado representa uma conquista do ensino e da educação militar, enquanto os instrutores desempenham o papel de ligação entre a experiência adquirida e o futuro da instituição.
O oficial almirante destacou ainda as profundas transformações geopolíticas do século XXI e o surgimento de novos desafios à segurança e defesa dos Estados, que ultrapassam as ameaças convencionais.
Entre os novos riscos, apontou os ataques cibernéticos, a guerra electrónica, a criminalidade, os sistemas autónomos, a Inteligência Artificial e a disputa no domínio da informação.
Papel decisivo na formação de líderes
Neste contexto, considerou decisivo o papel da Academia Naval da Marinha de Guerra Angolana na formação de líderes, no desenvolvimento do pensamento crítico, da capacidade de decisão, da disciplina e do espírito de missão.
Defendeu, por isso, a revitalização permanente do conhecimento através da actualização dos métodos de ensino, promoção da investigação científica, incentivo à inovação tecnológica, reforço das parcerias académicas e investimento na formação contínua.
“Pretendemos que esta Academia Naval seja reconhecida como um centro de excelência nacional e internacional, continuando a formar profissionais altamente competentes e preparados para servir Angola em qualquer circunstância”, afirmou.
Por sua vez, o director de Ensino Naval, José Malovoneca, informou que o ano lectivo, que hoje termina, teve início a 6 de Março de 2020, com a integração de 21 formandos, então candidatos, no corpo de cadetes da Academia Naval.
Os finalistas foram formados nos cursos de Licenciatura em Ciências Navais, na especialidade de Marinha, e Licenciatura em Ciências Militares Navais, na especialidade de Engenharia Mecânica.
Finalistas agradecem aos formadores
Em representação dos finalistas, um cadete agradeceu aos formadores pela transmissão não apenas de conhecimentos, mas também de experiências e valores que marcaram o percurso académico e militar.




