Memória do conflito em Angola simboliza compromisso com a paz

O Museu Nacional de História Militar, em Luanda, representa a memória viva do projecto de paz do povo angolano. O seu acervo simboliza o compromisso com os valores e princípios das Nações Unidas, servindo de referência para África e para o mundo.
A declaração é do Alto Representante das Nações Unidas para a Aliança das Civilizações (UNAOC), Miguel Moratinos, após ter depositado uma coroa de flores no Monumento ao Soldado Desconhecido, e efectuar uma visita ao Sino da Paz Mundial e ao Museu Nacional de História Militar. O também Enviado Especial da ONU para o Combate à Islamofobia referiu que “Angola projectou um horizonte que se tornou numa realidade de convivência pacífica, de diálogo contínuo e um semear de esperança e prosperidade.” Na perspectiva do Alto Representante da UNAOC, o Museu Nacional de História Militar, além de representar a memória do projecto de paz, demonstra os momentos decisivos do povo na luta pela liberdade e pelos direitos fundamentais. Para Miguel Moratinos, a trajectória do povo angolano é marcada por uma sucessão de lutas, a começar pela conquista da independência e, posteriormente, pela consolidação de uma paz alcançada sem intervenção estrangeira. O diplomata sublinhou que a História do país se forja na defesa contínua da dignidade, da independência, da liberdade e da justiça. Lugar de respeito plenoO arcebispo emérito de Abuja (Nigéria), Cardeal John Onaiyekan, definiu o Monumento ao Soldado Desconhecido como um “lugar de pleno respeito, porque homenageia todos os filhos e filhas que tombaram em honra da liberdade, da justiça e da paz.” Em declarações à margem da Cimeira da Aliança das Civilizações das Nações Unidas — subordinada ao lema “Um apelo à paz, ao fim das guerras e ao respeito pelo Direito Internacional” —, o arcebispo emérito de Abuja afirmou que Angola compreende o valor da paz melhor do que qualquer outro país, devido aos longos anos de guerra que enfrentou. “Faz todo o sentido Angola acolher a Cimeira da Aliança das Civilizações das Nações Unidas, porque as três décadas de guerra civil que o país viveu podem servir de ensinamento para as demais realidades ainda em conflito, e alcançar a paz”, afirmou.



