Miguel Bembe considera multilinguismo como base das organizações internacionais

O embaixador de Angola na Etiópia, Miguel Bembe considerou, hoje, o multilinguismo um princípio basilar a nível das organizações internacionais, por promover a inclusão e a eficácia das deliberações multilaterais.
O diplomata falava no seminário dedicado ao tema "O Multilinguismo e Multilateralismo nas organizações internacionais: desafios e perspectivas para uma governação inclusiva", que decorreu em Adis Abeba.
Segundo uma nota, enviada ao JA Online, Miguel Bembe indicou que este preceito exclui qualquer noção de desequilíbrio, antes consubstanciando as condições essenciais de transparência e respeito pelo princípio da igualdade soberana das Nações.
Informou que, enquanto membro fundador da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Angola tem trabalhado em prol do reconhecimento da Língua Portuguesa como idioma de trabalho em vários fóruns multilaterais, nomeadamente nas Nações Unidas.
Num mundo em que os desafios globais actuais exigem respostas concertadas, o também Representante Permanente junto da União Africana (UA) e da Comissão Económica das Nações Unidas para África (UNECA), sublinhou que a cooperação multilateral é, mais do que nunca, a pedra angular do nosso futuro comum.
Para o diplomata a correlação entre multilinguismo e multilateralismo é indispensável para garantir uma cooperação internacional verdadeiramente inclusiva, equitativa e representativa.
O multilinguismo, reforçou o embaixador, pretende ser o alicerce de um multilateralismo democrático, onde a diversidade de perspectivas e identidades linguísticas se torna uma vantagem e não um obstáculo.



