O embaixador de Angola na Etiópia e representante permanente junto da União Africana (UA), Miguel Bembe, defendeu, em Luanda, a redefinição do perfil doutrinário dos adidos de defesa, para que deixem de ser apenas representantes diplomáticos e passem a actuar como “sensores estratégicos avançados” do Estado.
A posição foi manifestada durante a aula magna subordinada ao tema “Diplomacia e Segurança Nacional”, no âmbito do encerramento do 1.° curso sobre o Papel da Diplomacia de Defesa nos Estados, que abordou as “Vulnerabilidades e Diretrizes Estratégicas para a Segurança Nacional de Angola”.
Miguel Bembe considerou que a evolução do ambiente internacional, marcado por ameaças transnacionais, conflitos híbridos, ciberataques, desinformação e competição geopolítica, exige uma transformação profunda das competências e do perfil dos adidos de defesa.
Segundo o diplomata, estes representantes devem assumir um papel mais activo na recolha, análise e transmissão de informações estratégicas, contribuindo para a antecipação de riscos e apoio à tomada de decisões do Estado.



