Miguel Bembe defende valorização dos instrumentos regionais africanos

O embaixador de Angola na Etiópia, Miguel Bembe, defendeu, esta quarta-feira, a valorização dos instrumentos regionais africanos, criados de 2002 a 20210 e que incluem os protocolos da SADC, Nairobi, CEDEAO e Kinshasa, como pilares jurídicos e estratégicos fundamentais para o controlo das armas e munições no continente.
O embaixador falava em Adis Abeba, na 1281ª reunião do Conselho de Paz e Segurança da União Africana, sobre as Sinergias entre os Instrumentos Regionais Africanos e o Quadro Global para a Gestão do Ciclo de Vida da Munição Convencional.
O diplomata angolano disse ser urgente que estes instrumentos sejam efectivamente harmonizados e implementados, de modo a se tirar o pleno proveito das suas vantagens operacionais.
Miguel Bembe argumentou que a gestão segura e eficaz das munições e armas ligeiras é uma responsabilidade partilhada, pois a proliferação destes meios bélicos tem alimentado conflitos armados em África.
Este quadro, aflorou o diplomata angolano, tem impedido processos de reconciliação nacional e tem comprometido o desenvolvimento sustentável dos países africanos e do bem-estar dos seus povos.



