Miguel Bembe destaca avanços e desafios da diplomacia angolana

O politólogo Miguel Bembe apresentou uma reflexão sobre os 50 anos de diplomacia angolana na terceira edição do ciclo “Academia à Quinta-feira”, soube, hoje, o JA Online.
De acordo com uma nota, no evento promovido pela Academia Angolana de Letras e moderado pelo também politólogo Osvaldo Mboco, ao dissertar sobre o tema, Miguel Bembe destacou o reconhecimento internacional da independência de Angola como a maior conquista diplomática da nação, o que abriu caminho para a inserção em organismos multilaterais.
Salientou também o impacto económico da diplomacia pós-conflito, particularmente os acordos que viabilizaram investimentos e reconstrução do país.
Por seu turno, a Batalha do Cuito Cuanavale foi apontada como ponto de viragem na libertação da África Austral, o que granjeou maior valorização nacional.
O conferencista defendeu, igualmente, uma diplomacia mais integrada, com presença reforçada em blocos globais e melhor preparação de quadros angolanos em organizações internacionais e alertou para entraves persistentes, como falhas na elaboração de currículos, domínio insuficiente de línguas estrangeiras e fraca preparação técnica.
“Precisamos de preparar melhor os nossos quadros, para competirmos de igual para igual”, declarou, tendo apelado ao reforço das alianças estratégicas de Angola, com maior protagonismo nos fóruns internacionais e uma diplomacia moderna, capaz de se adaptar às exigências da actual conjuntura global.
“Precisamos de preparar melhor os nossos quadros, para competirmos de igual para igual”, pontuou, após considerar que este processo exige uma ruptura com práticas passadas.


