Militantes da FNLA queixam-se da morosidade do Tribunal Constitucional sobre decisão do congresso

Os militantes da FNLA deram entrada de uma carta na tarde desta sexta-feira, 19, ao Gabinete dos Partidos Políticos do Tribunal Constitucional, como demonstração da insatisfação com a aquilo a que chamam de morosidade para uma deliberação sobre as questões apresentadas pelas duas Comissões Preparatórias para o VI Congresso Ordinário, um cenário que agrava a crise no seio do partido.
“Nós os militantes rogamos nesta carta que, de facto, haja celeridade do processo, já que o Tribunal Constitucional tem com ele os recursos que ambas partes apresentaram, seja a Comissão Preparatória constituída pela direção do partido, esta é, na pessoa do presidente Nimi-A-Simbi, e também a Comissão Preparatória criada pelos membros do Comité Central”, disse o porta-voz do grupo.
Vita Franciaco afirmou os militantes da FNLA se revêm mais na Comissão Preparatória criada pelo Comité Central, uma vez que tem transmitido mais lisura e transparência na definição dos aspectos estruturantes para a realização do conclave, com oa processos de eleição dos delegados e outros documentos fundamentais.
“A documentação das reuniões é produzida de uma forma livre e transparente em detrimento da outra Comissão Preparatória, a que foi eleita pela direcção cessante”, disse, acrescentando ser fundamental que o Tribunal Constitucional se pronuncie quanto aos recursos apresentados pelas duas comissões sobre a legitimidade na condução do processo.
Vita Francisco sustenta este descontentamento dos militantes com a morosidade na decisão do Tribunal Constitucional, em função no pouco tempo que resta até ao início do conclave do partido dos irmãos.
“Veja-se que o Congresso está para breve, nos dias 23, 24 e 25 de Setembro, mas a direção do partido não consegue se pronunciar, até hoje, sobre, pelo menos, o memorando de entendimento entre as duas comissões preparatórias. Então, nós achamos que a direção do partido está sem interesse para a unidade, a coesão dos irmãos da FNLA”, sustentou.
Segundo o político, os estatutos do partido definem que a comissão preparatória deve ser constituída pelos membros do Comité Central, ou pelo Comité Central.
“Então, se vai se avançar para um congresso dentro do partido, é preciso que se compreenda que este congresso deve ser dirigido pelos membros do Comité Central, porque o presidente não está acima dos estatutos, nem do Comité Central”, vincou.
Referir que a FNLA realiza o seu VI Congresso Ordinário de 23 à 25 de Setembro deste ano, e enfrenta neste momento uma das maiores crises, com a existência de duas Comissões Preparatórias. Uma eleita pelo Comité Central liderada por Ndonda Nzinga e a outra pela direcção do partido, liderada por João Soki Soki.


