A ministra da Acção Social, Família e Promoção da Mulher, Ana Paula do Sacramento Neto, defendeu, esta quinta-feira, em Luanda, a necessidade de se criarem soluções financeiras mais simples, acessíveis e ajustadas à realidade económica das mulheres angolanas.
A governante, que discursava na abertura da VIII sessão do Fórum Nacional de Microfinanças, considerou que a criação de serviços financeiros adequados às necessidades das populações é fundamental para transformar pequenas iniciativas económicas em actividades geradoras de rendimento, emprego e maior autonomia familiar.
Ana Paula do Sacramento Neto sustentou que a inclusão financeira não deve ser entendida apenas como o acesso a uma conta bancária ou a determinado produto financeiro, mas como a capacidade de utilizar, de forma segura, regular e sustentável, serviços financeiros adequados às necessidades de cada beneficiário.
“A inclusão financeira representa sobretudo a capacidade de cidadãos acederem de forma segura, regular e sustentável a serviços financeiros adequados às suas necessidades, permitindo-lhes criar poupança, investir ou ampliar negócios, resistir ou sobreviver a períodos de dificuldade e construir melhores condições para o futuro”, afirmou.
A ministra destacou, neste contexto, a necessidade de colocar a mulher no centro da agenda de inclusão financeira, tendo em conta o seu papel na economia familiar, no comércio, na agricultura, na prestação de serviços e em diversas actividades de geração de rendimento.
Segundo a governante, em muitos agregados familiares é a mulher quem assegura a gestão quotidiana dos recursos e garante a satisfação das necessidades básicas, razão pela qual considera estratégico ampliar o acesso deste segmento aos serviços financeiros.
“É a mulher que faz circular as finanças. Por isso, ampliar o acesso das mulheres aos serviços financeiros significa também fortalecer as famílias, dinamizar as economias locais e contribuir para a redução da pobreza e das desigualdades económicas”, afirmou.
Para a ministra, a inclusão financeira sustentável exige igualmente maior aproximação entre as instituições financeiras e as comunidades, bem como a criação de mecanismos que facilitem o acesso ao financiamento por parte de pequenos empreendedores.
Ana Paula do Sacramento Neto defendeu ainda o reforço da literacia financeira, para que as famílias possam conhecer os produtos disponíveis, compreender os seus direitos e responsabilidades e tomar decisões financeiras de forma informada.
A governante apontou igualmente a promoção de soluções digitais e de produtos financeiros adaptados às necessidades dos beneficiários como medidas importantes para ampliar a inclusão financeira e reduzir os riscos associados ao financiamento de pequenos negócios.
A ministra considerou que estas medidas podem contribuir para fortalecer a autonomia económica das mulheres, dinamizar as economias locais e melhorar as condições de vida das famílias angolanas.



