Luanda – O Palácio de Convenções de Luanda pretende afirmar-se como referência continental no turismo de eventos e projectar uma imagem moderna de Angola, afirmou, esta segunda-feira, o ministro das Obras Públicas, Urbanismo e Habitação, Carlos Alberto dos Santos.
Luanda – O Palácio de Convenções de Luanda pretende afirmar-se como referência continental no turismo de eventos e projectar uma imagem moderna de Angola, afirmou, esta segunda-feira, o ministro das Obras Públicas, Urbanismo e Habitação, Carlos Alberto dos Santos.
O governante falava no acto de inauguração da infra-estrutura, presidido pelo Chefe de Estado angolano, João Lourenço, ocasião em que destacou o potencial do empreendimento para promover o conhecimento, aproximar pessoas, atrair eventos internacionais e dinamizar o turismo e a actividade económica.
Carlos dos Santos considerou que o desenvolvimento de um país não se limita à construção de estradas, pontes, hospitais, escolas e habitação, mas inclui também a criação de espaços destinados à realização de grandes eventos, intercâmbios e actividades de negócios.
O ministro manifestou o desejo de que o Palácio de Convenções de Luanda se torne uma referência em África e uma “janela” através da qual o mundo possa conhecer uma Angola moderna, dinâmica, acolhedora e determinada a construir o seu próprio futuro.
Entre os centros de referência do continente, citou o Kigali Convention Centre, no Rwanda, o Kenyatta International Convention Centre, no Quénia, o Sandton Convention Centre, na África do Sul, o Accra International Conference Centre, no Gana, o Centro Internacional de Conferências de Sipopo, na Guiné Equatorial, e o Centro Internacional de Conferências de Dakar, no Senegal.
Carlos dos Santos afirmou que o verdadeiro desafio começa com a entrada em funcionamento da infra-estrutura, que deverá constituir um instrumento de desenvolvimento económico, tendo em conta a capacidade, flexibilidade, localização, qualidade dos serviços e experiência proporcionada aos utilizadores.
Investimento de 290,8 mil milhões de kwanzas
O Estado investiu 290,8 mil milhões de kwanzas na construção do Palácio de Convenções de Luanda, com uma área total de 80 mil metros quadrados.
A obra enfrentou quatro grandes desafios, entre os quais a harmonização entre o investimento público no Palácio e o investimento privado do Projecto Lundo, a complexidade técnica do terreno, a aposta em empresas e profissionais nacionais e o cumprimento do prazo de execução.
Segundo o ministro, o local onde foi implantada a infra-estrutura era mar até Novembro de 2023, facto que exigiu uma operação de aterro para conquistar cerca de 943 mil metros cúbicos de terra ao mar.
A construção exigiu ainda 1.400 estacas, com uma profundidade média de 20 metros, para garantir a estabilidade da infra-estrutura.
Obra gerou 4.500 empregos
Carlos dos Santos destacou a participação de empresas e profissionais nacionais na execução do projecto, que gerou 4.500 postos de trabalho directos, com forte presença de jovens angolanos.
O governante considerou o empreendimento uma demonstração da capacidade técnica nacional e reconheceu o contributo de arquitectos, engenheiros, técnicos e gestores envolvidos na execução da obra.
Realçou, igualmente, o carácter intersectorial do projecto, que contou com a participação de vários departamentos ministeriais e instituições públicas.
No domínio das acessibilidades, destacou a ponte que liga a Nova Marginal de Luanda ao empreendimento, com cerca de mil metros, e a estrada de acesso directo à Ilha de Luanda, igualmente com aproximadamente mil metros.
A cerimónia de inauguração incluiu o corte da fita e uma visita guiada às instalações do Palácio de Convenções de Luanda pelo Presidente da República .
Durante a inauguração, o Palácio de Convenções de Luanda contou também com uma componente cultural, marcada pela exposição de peças de escultura e quadros de pintura de artistas nacionais, que despertaram a atenção do Chefe de Estado, João Lourenço. ART/SC




