O ministro da Defesa Nacional, Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, Lúcio Amaral, defendeu, sábado, em Caxito, província do Bengo, a construção de novos quartéis e recuperação dos já existentes a nível do país, a fim de melhorar as condições de acomodação e formação dos efectivos das Forças Armadas Angolanas (FAA).
O governante falava durante uma visita de trabalho à Escola de Formação de Artes e Ofícios do Exército, localizada na comuna das Mabubas, município do Dande, onde constatou o estado das infra-estruturas da instituição, que se encontra paralisada há nove anos.
“Preocupam-me, realmente, algumas infra-estruturas que estão a degradar-se. Acho que devemos rapidamente trabalhar para que sejam recuperadas e colocá-las ao serviço dos nossos instruendos”, afirmou.
Lúcio Amaral admitiu que existe, por todo o país, várias unidades militares que ainda vivem em condições precárias, sem quartel. Algumas unidades são a base de tendas, revelou o ministro, adiantando que o que se pretende é substitui-las por infra-estruturas definitivas.
A retoma da formação na Escola de Artes e Ofícios do Exército, referiu, passa primeiro pelo levantamento das necessidades, antes da definição das prioridades de intervenção no imóvel, assim como a preparação de novos especialistas. “Agora que temos necessidade, vamos sim formar, preparar, para que eles possam cumprir com a tarefa que lhes será incumbida”, disse.
Na ocasião, o segundo comandante da escola, Jemito Domingos, considerou necessário reforçar a base material de estudo das infra-estruturas, incluindo a construção do comando da unidade.
“Não poderíamos fazer um plano sem que, primeiro, tivéssemos essa constatação. Só depois disso vamos definir as prioridades”, explicou.
A Escola de Formação do Exército conta com 311 efectivos militares e 125 trabalhadores civis, dispondo de 16 casernas, com capacidade para 28 alunos cada, 12 suítes para 48 oficiais e sete salas de aula.
A instituição já formou 1.525 militares em construção civil e realizou o 8.º Curso Complementar de Sapadores, com 237 efectivos, incluindo 37 agentes da Polícia Nacional.
Entre as especialidades ministradas na escola, destacam-se electricidade, pedreira, canalização, serralharia, soldadura, carpintaria e pintura.




