Ministro das Relações Exteriores recebeu embaixadores de França e Suécia

Luanda - O ministro das Relações Exteriores, Téte António, recebeu sexta-feira, em audiência, em Luanda, a embaixadora de França acreditada em Angola, Sophie Aubert, com quem abordou o reforço da cooperação bilateral entre os dois países.
O encontro serviu para as duas entidades se debruçarem sobre aspectos bilateral, regional e internacional, sendo que a pedido da parte francesa, avaliaram o estado da cooperação bilateral, com foco na troca de visitas entre delegações dos dois países, assim como na participação de eventos internacionais no âmbito da diplomacia económica e cultural.
A França tem programada para o mês de Outubro deste ano a Conferência de Paz de Paris, além de uma outra Conferência sobre a Diplomacia Feminista, que gostaria contar com a presença de Angola, devido o papel que esse país joga na busca da paz e estabilidade no continente.
Os laços entre Angola e a França, estabelecidos após a independência de Angola em 1975, são marcados por uma cooperação bilateral forte e crescente, que abrange áreas como a economia, onde a França é um dos principais parceiros e empregadores, e a segurança, com acordos recentes.
A relação tem sido reforçada por visitas de alto nível, visando ampliar parcerias em sectores como educação, agricultura e cultura, além do sector energético.
Ministro recebeu embaixador da Suécia
No mesmo dia, o titular do Ministério Exteriores, recebeu, igualmente, o embaixador do Reino da Suécia, Killander Larsson, visando com o estreitamento dos laços de amizade e de cooperação bilateral existentes entre os dois países.
Killander Larsson foi ao MIREX informar ao Ministro Téte António que o Reino da Suécia quer celebrar, este ano, de uma forma marcante os 50 anos de relações diplomáticas entre Angola e o país nórdico.
Neste programa, a Suécia quer envolver todas as partes públicas e privadas que têm contribuído para uma cooperação cada vez mais sólidas, com discursos entre autoridades dos dois países, reafirmando o compromisso da paz, prosperidade e desenvolvimento sustentável.
Quer também fazer uma exposição cultural, quer em Luanda ou em Estocolmo para mostrar a arte, a música e a literatura de Angola e da Suécia, destacando intercâmbios culturais que tenham ocorrido ao longo dessas décadas.
O encontro serviu também para reafirmar a disponibilidade da Suécia em continuar a cooperar e apoiar o desenvolvimento de Angola, sobretudo na identificação de novas áreas para parcerias futuras.
A Suécia e Angola enfrentam um futuro brilhante que está enraizado numa longa história conjunta. O envolvimento da Suécia em Angola remonta a mais de 50 anos.
As relações políticas, económicas e culturais entre governos, autoridades, empresas, instituições culturais e organizações privadas criaram vínculos únicos entre os povos que garantem maior desenvolvimento e estreitar das relações bilaterais.
A Suécia apoiou o movimento de libertação antes da Independência Nacional. Já em Abril de 1970, o primeiro-ministro Olof Palme recebeu o líder do partido maioritário em Angola, António Agostinho Neto, que foi posteriormente o primeiro Presidente de Angola após a Independência, em 1975.
Foi então assinado o primeiro acordo de apoio humanitário do governo sueco, ou seja, cinco anos antes da Independência de Angola.


