Lubango - O ministro da Defesa e dos Veteranos de Guerra da Namíbia, Frans Kapofi, afirmou esta quarta-feira, na Huíla, que o contributo de Agostinho Neto na libertação de África é um marco histórico inquestionável.
Lubango - O ministro da Defesa e dos Veteranos de Guerra da Namíbia, Frans Kapofi, afirmou esta quarta-feira, na Huíla, que o contributo de Agostinho Neto na libertação de África é um marco histórico inquestionável.
Ao discursar na Reunião do Comité Conjunto de Alto Nível entre Angola-Namíbia sobre o Parque Memorial de Cassinga, Frans Kapofi sublinhou que o perfil pan-africanista do primeiro Presidente de Angola mantém-se intacto e o seu heroísmo transcende fronteiras.
Ressaltou que mesmo depois da Independência de Angola, exposto ao risco de ser morto pelos inimigos, acomodou vários movimentos de libertação, com a inclusão da Organização do Povo do Sudoeste Africano (SWAPO da Namíbia).
Segundo o co-presidente da reunião, Angola contribuiu para a libertação de toda a parte austral do continente berço, a fazer jus a "célebre" frase de Neto de que “Angola é e será, por vontade própria a trincheira da revolução em África”.
“Ele foi um grande pan-africanista, cuja contribuição para a libertação do continente africano será sempre lembrada”, reforçou o ministro, sublinhando que apesar de todas as adversidades, Angola demonstrou um empenho incansável, mesmo após a independência da Namíbia, continua a ser um país irmão com o qual sabem que podem contar em tempos de dificuldades.
Ressaltou que as relações com os dois países têm estado a crescer, porque são assentes em bases sólidas e vinculadas pelo sangue.
Nascido em 17 de Setembro de 1922, em Icolo e Bengo, António Agostinho Neto, o Fundador da Nação e primeiro Presidente de Angola, destacou-se como poeta, médico e político. Faleceu a 10 de Setembro de 1979, em Moscovo (Rússia).
Formado em Medicina, em Lisboa, o Fundador da Nação esteve envolvido em movimentos anti-coloniais, foi preso e exilado várias vezes pelas autoridades portuguesas. Como líder do MPLA, a sua actuação foi crucial para a luta armada que levou à Independência de Angola, a 11 de Novembro de 1975.
Como Presidente, Agostinho Neto enfrentou desafios como a guerra civil e a interferência de potências estrangeiras. Sua visão era construir um Estado angolano soberano e socialista, e defendia a unidade nacional, resumida pela frase "O mais importante é resolver os problemas do povo." EM/MS




