O Movimento do Protectorado Português da Lunda Tchokwe (MPPLT) desmentiu os apelos à guerra que circulam nas redes sociais, reafirmando o seu compromisso com uma luta pacífica pela autonomia da região.
De acordo com o comunicado, o movimento, liderado por José Mateus Zeca Mutchima, reagiu a mensagens, comentários e áudios que circulam nas redes sociais, nos quais alguns cidadãos defendem que a organização só poderá alcançar os seus objectivos através da guerra.
O MPPLT rejeitou essas posições e esclareceu que a sua reivindicação é de natureza cívica e política, defendendo o recurso ao Direito e ao diálogo, em vez da violência.
A organização invoca os tratados de protectorado assinados entre 1885 e 1888, entre o Reino de Portugal e os reis Lunda Tchokwe, que considera a base histórica e jurídica da sua reivindicação.
Na mesma nota, o movimento afirmou que não pretende negociar a sua causa em troca de cargos, promessas eleitorais ou benefícios materiais.
O MPPLT apelou ainda aos seus membros, simpatizantes e à população Lunda Tchokwe para que não respondam às provocações nas redes sociais e mantenham a disciplina, a ética e o respeito.
A organização, juntamente com a sua juventude, JUPLE, reafirmou o compromisso com os direitos humanos e garantiu que continuará a defender as suas reivindicações de forma pacífica e organizada.




