MPLA acusa militantes da UNITA de agressão que resultou em morte de mulher no Huambo

Luanda - O Secretariado da Comissão Executiva do Comité Provincial do MPLA no Huambo manifestou “veemente repúdio” por alegados actos de violência política que terão resultado na morte de uma militante do partido, ocorridos no Bairro Elavoco, Sector das Cacilhas, município do Huambo.
Em nota divulgada nesta quinta-feira, 19 de fevereiro, o partido acusa um grupo de mais de uma centena de cidadãos, identificados como militantes da UNITA, de terem protagonizado agressões físicas contra Ermelinda Luísa Nachivinda, de 48 anos, militante do MPLA e integrante da Organização da Mulher Angolana (OMA), que acabou por morrer em consequência dos ferimentos, segundo a mesma fonte.
De acordo com o comunicado, o grupo seria liderado por dirigentes locais da UNITA, incluindo o secretário municipal do partido no Huambo, sob orientação da direção provincial. O MPLA considera que o episódio constitui “um crime que atenta contra a vida, a dignidade da pessoa humana e os princípios do Estado democrático e de direito”, defendendo que a violência política não deve ser tolerada em nenhuma circunstância.
O partido no poder afirma ainda que, na província, têm sido registados outros episódios de tensão política envolvendo militantes da UNITA, citando alegadas agressões durante um acampamento da organização juvenil do partido, bem como confrontos recentes nos bairros da Chiva e do Bandeira, onde membros do MPLA teriam sido atacados enquanto realizavam actividades partidárias.
No comunicado, o comité provincial apela às “forças vivas da sociedade” para condenarem os actos de violência e sublinha que, passados 24 anos de paz em Angola, é necessário preservar a reconciliação nacional, a democracia e o desenvolvimento do país.


