Moçâmedes – O primeiro secretário provincial do MPLA no Namibe, Archer Mangueira, considerou, quarta-feira, em Moçâmedes, a emancipação económica da mulher como factor determinante para o desenvolvimento económico do país.
Moçâmedes – O primeiro secretário provincial do MPLA no Namibe, Archer Mangueira, considerou, quarta-feira, em Moçâmedes, a emancipação económica da mulher como factor determinante para o desenvolvimento económico do país.
O político falava na abertura oficial do Fórum de Negócios da Região Sul, promovido pela OMA, que reúne empreendedoras, especialistas, bancárias, empresários e outros convidados.
Durante o discurso, Archer Mangueira destacou o papel transformador do empreendedorismo feminino, pois um negócio criado por uma mulher contribui para o sustento das famílias, a criação de empregos e o crescimento das economias locais.
Sobre o financiamento, considerou o crédito essencial para o crescimento dos pequenos negócios, mas advertiu que, por si só, não resolve os problemas das empreendedoras.
"É fundamental promover a literacia financeira, a organização contabilística e a elaboração de projectos sólidos que permitam às empreendedoras cumprir com os compromissos bancários", afirmou.
Para além das questões empresariais, o primeiro secretário provincial do MPLA no Namibe manifestou preocupação com a situação da juventude feminina em Angola.
A este respeito, referiu que apenas sete por cento concluem o ensino secundário e mais de 80 por cento permanecem no sector informal.
"Não podemos falar seriamente de negócios no feminino enquanto persistirem lacunas que afastam as jovens mulheres da escola, da formação e da saúde. A emancipação económica da mulher começa na escola, consolida-se na formação e ganha autonomia no mercado de trabalho", sublinhou.
Cooperativismo
Archer Mangueira defendeu o reforço do cooperativismo e do associativismo como estratégias para reduzir custos, ganhar escala e alcançar novos mercados.
Considerou, entretanto, que o sucesso destas iniciativas depende de disciplina, regras claras e gestão responsável, de modo a garantir resultados concretos.
Durante a sua intervenção, apontou ainda a OMA como uma ponte estratégica entre as comunidades, as instituições públicas e o sistema financeiro, com capacidade para apoiar a transição das mulheres da economia de subsistência para negócios estruturados e sustentáveis.
Archer Mangueira considerou que o sucesso do fórum deve ser medido pelas parcerias concretas, novas oportunidades de investimento e contactos estabelecidos pelas participantes para o crescimento dos seus negócios na Região Sul.
Participam no encontro mulheres da OMA, empreendedoras, especialistas, bancárias, empresários e outros convidados.LG/ART




