Os primeiros-secretários do MPLA no Cunene, Zaire, Uíge, Huíla, Namibe, Cuanza-Sul, Lunda-Norte, Cuanza-Norte e Lunda-Sul foram reeleitos, ontem, no quadro das Conferências Provinciais Ordinárias de Balanço e Renovação de Mandatos, que decorrem em todo o país.
Na província do Cuanza-Norte, João Diogo Gaspar, reconduzido ao cargo com 99,7 por cento dos votos válidos, prometeu na qualidade de governador aumentar o acesso à água potável, à energia eléctrica e melhorar as vias de comunicação na província.
No seu discurso de vitória, durante a 13.ª Conferência Ordinária de Balanço e Renovação de Mandatos, assegurou o reforço do sistema de educação, saúde, bem como a criação de melhores condições de vida dos habitantes e o incentivo à promoção da produção local.
O político reconheceu que a referida visão governativa exige seriedade, humildade, disciplina, integridade e capacidade de execução e, por essa razão, defendeu maior espírito de missão e profundo respeito pelas populações.
“O nosso compromisso deve ser o de governar com os pés no terreno, os ouvidos junto do povo e a consciência permanentemente voltada para a solução de problemas”, acrescentou.
O dirigente político frisou que a Conferência ocorre numa altura em o MPLA se prepara para as Eleições Gerais de 2027. Neste contexto, referiu que essa fase exige de todos os militantes serenidade, organização, disciplina e trabalho permanente junto das comunidades. “Onde estiver um cidadão, devemos estar presentes, ouvindo as suas preocupações, compreender as suas aspirações e trabalhar para encontrar soluções concretas”, observou João Diogo Gaspar.
Lunda-Sul
Na Lunda-Sul, Gildo Matias José foi reeleito ao cargo de primeiro-secretário provincial do MPLA com 99,8 por cento dos votos válidos, consolidando a confiança dos militantes do partido. Os mais de 553 delegados participantes ao evento, realizado na sala multiuso do Cine-Chicapa, em Saurimo, elegeram, igualmente, 165 membros do Comité Provincial com 526 votos a favor, bem como 68 delegados ao IX Congresso do MPLA.
Ao intervir no acto, antes da reeleição, Gildo Matias José sublinhou que a realização da Conferência de Balanço e Renovação de Mandatos não deve ser entendida única e exclusivamente como uma mera formalidade estatutária, nem se resumir na apresentação de relatórios e de números.
“O momento é de tomada de consciência política, de reflexão colectiva e de reafirmação de compromissos assumidos não só perante os militantes, mas sobretudo perante o povo e a nossa Lunda-Sul, que representamos”, pontuou o político.
O também governador provincial acrescentou que o balanço das actividades realizadas deve ser capaz de mensurar “o impacto da nossa acção, reconhecer o contributo de cada um dos militantes para o alcance de bons resultados e, sobretudo, identificar, sem receio nem complexos, aquilo que ainda precisamos de melhorar”.
Por sua vez, o coordenador do Grupo de Acompanhamento do Secretariado do Bureau Político do Comité Central do MPLA para a província da Lunda-Sul, Esteves Hilário, destacou o simbolismo do acto. No seu entender, a iniciativa assinala o início de uma nova etapa que exige responsabilidades acrescidas a cada militante.
Ao intervir no encerramento da Conferência Provincial, Esteves Hilário apelou à unidade, ao diálogo e à defesa dos interesses colectivos do partido, recomendando aos membros eleitos uma actuação assente no mérito e na aproximação das comunidades, de modo a ouvir as suas preocupações e, por conseguinte, resolvê-las. Reiterou o apelo para a maior mobilização de jovens em idade eleitoral, com vista a aderirem aos Balcões Únicos de Atendimento Público (BUAP), a fim de actualizarem os dados que os habilitem a exercer o direito de voto.
No quadro da realização das Conferências Provinciais Ordinárias de Balanço e Renovação de Mandatos, que decorrem por ocasião do 9.º Congresso Ordinário do MPLA, agendado para os dias 9 e 10 de Dezembro deste ano, foram, igualmente, reeleitos os primeiros-secretários do Cunene, Gerdina Didalelwa, Zaire, Adriano Mendes de Carvalho, Uíge, José Carvalho da Rocha, Huíla, Nuno Mahapi Dala, Namibe, Archer Mangueira, Cuanza-Sul, Eugénio Laborinho, e Lunda-Norte, Filomena Miza.
Mara Quiosa propõe contacto directo com os cidadãos
A vice-presidente do MPLA, Mara Quiosa, exortou, ontem, em Ndalatando, os Comités de Acção do Partido (CAP) a intensificarem o trabalho político de base por meio de um contacto directo e de proximidade com os cidadãos.
Ao intervir no encerramento da 13.ª Conferência Provincial Ordinária de Balanço e Renovação de Mandatos do Comité Provincial no Cuanza-Norte, Mara Quiosa considerou importante que cada militante saiba identificar os desafios actuais e consiga estabelecer um diálogo permanente com as populações.
Para Mara Quiosa, o momento político actual prima pela necessidade de transformar as deliberações saídas das conferências provinciais em acções concretas. “Precisamos de arregaçar as mangas e envolvermo-nos de forma activa e proactiva nas organizações do partido, no fortalecimento das suas estruturas e na preparação dos desafios políticos e eleitorais de 2027”, observou.
A vice-presidente do partido salientou, ainda, que a união e a coesão constituem pilares fundamentais para o funcionamento e o fortalecimento de qualquer organização. Neste particular, revelou que, no MPLA, “esses princípios são essenciais para a realização dos objectivos comuns e para a manutenção de uma actuação colectiva responsável”.
A número dois do MPLA aproveitou a ocasião para repudiar qualquer acção de intriga, desconfiança e conflitos internos que visem prejudicar a cooperação e enfraquecer as relações de confiança entre os militantes.
Ao dirigir-se aos delegados eleitos durante a Conferência Provincial, Mara Quiosa apelou à necessidade de um trabalho organizado, pautado pela disciplina e pelo sentido de responsabilidade.
Plataformas digitais
Mara Quiosa falou da importância das plataformas digitais, notando que as mesmas transformaram “profundamente a comunicação política e social”, tornando-se instrumentos relevantes para a partilha de informações, divulgação de ideias e o diálogo com os cidadãos em tempo real.
Estas ferramentas, disse, permitem alargar o alcance da comunicação, ultrapassar barreiras geográficas e acompanhar as preocupações manifestadas pela sociedade. Neste contexto, considerou crucial que os militantes do MPLA, em particular os jovens, desenvolvam competências digitais e utilizem estas plataformas de forma responsável, estratégica e consciente.




