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Portugal é o país da Europa com o maior número de angolanos na diáspora, que, depois de vários anos de "seca" eleitoral, foram, finalmente, autorizados a votar nas eleições de 2022 naquele território.
Paradoxalmente, depois de terem exercido o direito ao voto, eles, à semelhança dos demais compatriotas espelhados por diversos países, dentre os quais a Namíbia, Zâmbia, RSA, nunca souberam dos resultados devido à opacidade desse processo eleitoral.
Em Angola, foram divulgados os resultados gerais, mas nunca os parcelares obtidos nos distintos municípios que, na altura, totalizavam 162. E como se isso não bastasse, mais de dois milhões de eleitores já falecidos, há vários anos, constaram das listas eleitorais, sem que tivessem sido expurgados.
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