Mulheres da LIMA apelam à unidade e alternância democrática no encerramento das celebrações da fundação

Huambo – Sob o lema “Mulheres Unidas para a Alternância do Poder”, a Liga da Mulher Angolana (LIMA) encerrou, esta sexta-feira, no Huambo, as celebrações da sua fundação com um colóquio que reuniu líderes comunitárias, políticas, académicas e jovens activistas de várias províncias do país.
O encontro, realizado na Biblioteca Provincial do Huambo, serviu de palco para uma profunda reflexão sobre os desafios e oportunidades da participação feminina na vida política e social de Angola. No final, as participantes aprovaram um comunicado com recomendações que visam consolidar o papel da mulher angolana na construção de uma sociedade mais justa e democrática.
Entre as principais recomendações destacam-se: • Reforço da unidade na diversidade, através da promoção de ações concretas que garantam a inclusão de mulheres de diferentes etnias, religiões, regiões, classes sociais e orientações políticas, bem como o estímulo ao diálogo entre movimentos femininos para a construção de consensos.
• Fortalecimento da participação política da mulher, com aposta em programas de formação cívica e educação política, além da exigência de maior compromisso dos partidos com a paridade e o combate à violência política de género.
• Investimento na liderança jovem feminina, criando programas de capacitação e mentoria para preparar jovens mulheres para funções de liderança em partidos, sociedade civil e instituições públicas.
• Consolidação do papel da LIMA como espaço de diálogo e articulação de estratégias para promover a alternância democrática e aproximar-se das comunidades, especialmente das mulheres em situação de vulnerabilidade.
• Compromisso com a igualdade de género, através de campanhas de sensibilização que combatam estereótipos e promovam o reconhecimento do contributo das mulheres no desenvolvimento do país.
“Conscientes de que a mudança só é possível com o envolvimento colectivo, reafirmamos o nosso compromisso com uma Angola inclusiva, justa e democrática”, lê-se no comunicado final do encontro.
A cerimónia de encerramento foi marcada por um ambiente de união e mobilização, com apelos para que a LIMA continue a desempenhar um papel de destaque na luta pela igualdade de género e pela alternância do poder em Angola.


