Angola pretende contar com a experiência da Namíbia para melhorar a gestão e a manutenção da sua rede rodoviária, no âmbito da cooperação entre os países da África Austral.
A intenção foi manifestada pelo ministro das Obras Públicas, Carlos dos Santos, durante a segunda reunião do Grupo Focal da África Austral da Associação Africana dos Fundos de Manutenção de Estradas, realizada em Luanda. O encontro reúne países da região para a troca de experiências sobre financiamento, conservação e manutenção das infra-estruturas rodoviárias.
A experiência da Namíbia surge como uma referência para Angola, numa altura em que o país prepara um novo modelo de conservação e manutenção das estradas, alinhado com os padrões da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral, SADC.
Entre as medidas em preparação estão a implementação de serviços de portagem e a pesagem de veículos, mecanismos destinados a reforçar a gestão da rede rodoviária e criar condições para um financiamento mais sustentável da sua conservação.
A cooperação regional ganha importância porque a SADC defende uma maior harmonização das políticas rodoviárias e o desenvolvimento de mecanismos que permitam financiar de forma sustentável a construção, conservação e manutenção das estradas. A organização também reconhece a necessidade de modelos como as parcerias público-privadas e o princípio de pagamento pelo uso das infra-estruturas.
No caso da Namíbia, a gestão da rede nacional está a cargo da Roads Authority, entidade responsável pela construção e manutenção das estradas do país e pela gestão da rede rodoviária nacional.
Para Angola, a partilha dessa experiência poderá contribuir para aperfeiçoar mecanismos de financiamento, manutenção preventiva, controlo de veículos pesados e gestão das receitas destinadas às infra-estruturas rodoviárias.
A iniciativa enquadra-se ainda no esforço de reforço da cooperação entre os países da África Austral. Angola acolheu a reunião regional precisamente como plataforma para a troca de conhecimentos e discussão de modelos mais sustentáveis para a conservação das redes rodoviárias.
O Executivo angolano tem defendido que uma rede rodoviária em melhores condições é fundamental para facilitar a circulação de pessoas e mercadorias, reduzir custos de transporte e aumentar a competitividade das economias da região.




