ONU reconhece liderança do Presidente João Lourenço na promoção da paz no continente africano

O subsecretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Miguel Moratinos, destacou, quarta-feira, em Luanda, a liderança do Presidente da República, João Lourenço, na promoção da paz e na mediação de conflitos.
Em declarações à imprensa após a audiência concedida pelo Chefe de Estado angolano, no Palácio Presidencial da Cidade Alta, Moratinos pontuou que Angola tem demonstrado um compromisso firme num contexto internacional marcado por crises e tensões globais. O representante da ONU acrescentou que, além de trabalhar pelo desenvolvimento interno do país, João Lourenço tem dedicado esforços à mediação de conflitos na região e no continente africano. O encontro ocorreu por ocasião da III Edição da Iniciativa da Aliança das Civilizações da ONU (UNAOC), que decorre hoje e amanhã na capital angolana sob o lema “Apelo à Paz, ao Fim das Guerras e ao Respeito pelo Direito Internacional”. Neste contexto, Moratinos referiu que a liderança angolana será evidenciada no certame destinado a transmitir uma mensagem robusta em defesa da cessação das hostilidades e da construção de um mundo pacífico. “Angola e o seu Presidente demonstraram, depois de várias décadas de guerra civil, que a paz é a única saída para o conflito”, afirmou. O diplomata espanhol ao serviço da ONU explicou que este movimento global das Nações Unidas em defesa da paz e do respeito pelo Direito Internacional surgiu há um ano em Guernica (Espanha) — cidade historicamente marcada por bombardeamentos das forças nazis de Hitler durante a II Guerra Mundial —, prosseguiu em Sarajevo (Bósnia e Herzegovina) e realiza agora a sua terceira edição na capital angolana. O objectivo é que, sob a liderança de Angola, a comunidade internacional avance rumo à tolerância global, concluindo que o desafio actual passa não só por salvar o Planeta, mas também por salvaguardar a humanidade. Miguel Moratinos fala em reconhecimento internacionalO Alto Representante da Aliança das Civilizações das Nações Unidas (UNAOC), Miguel Moratinos, afirmou que a escolha de Luanda para acolher a terceira edição da iniciativa constitui um reconhecimento internacional do percurso de Angola na construção da paz. O diplomata referiu que, após as edições realizadas em Guernica (Espanha) e Sarajevo (Bósnia e Herzegovina), era fundamental que o continente africano acolhesse este encontro dedicado à estabilidade global. Moratinos explicou que Guernica simboliza os horrores dos bombardeamentos sofridos pela população civil durante a Guerra Civil Espanhola, enquanto Sarajevo representa a capacidade de reconciliação pós-conflito na Europa contemporânea. “Angola representa exactamente essa capacidade de transformar o sofrimento provocado pela guerra num exemplo de reconciliação e reconstrução nacional”, sublinhou. O responsável da ONU considerou que o país soube converter décadas de conflito num projecto nacional assente na convivência pacífica e no diálogo, tornando-se uma referência para nações afectadas por crises. O diplomata acrescentou que a Cimeira de Luanda pretende demonstrar que a edificação da paz não depende exclusivamente dos governos. Na sua perspectiva, líderes religiosos, mulheres, jovens, organizações da sociedade civil, empresários, académicos e órgãos de comunicação social partilham a responsabilidade de promover a estabilidade e a tolerância social.


