Angola entrou para o “campeonato” dos mercados emergentes do turismo global, como resultado dos investimentos realizados no sector, afirmou, quinta-feira, em Luanda, o ministro do Turismo.
Márcio Daniel, que falava no final da reunião da Comissão Económica do Conselho de Ministros, orientada pelo Presidente da República, disse que este posicionamento resulta da estratégia de promoção do destino Angola, materializada através das marcas “Visit Angola – The Rhythm of Life” (Visite Angola – O Ritmo da Vida) e “Meet in Angola – The Africa Meeting Room” (A Sala de Reuniões de África).
Segundo o ministro, a estratégia permitiu ao país marcar presença nos principais palcos internacionais ligados ao turismo e promover as suas potencialidades junto de investidores e operadores do sector.
“Angola saiu da fase de apenas falar da promoção do destino, de dizer que temos zonas bonitas para atrair investimento e capital, e passou a transformar o turismo num negócio investível. Conseguimos transitar de um destino desconhecido para um destino emergente”, ressaltou Márcio Daniel.
Com a consolidação desta etapa, Márcio Daniel disse que o Executivo pretende, agora, reforçar a atracção de investimento privado para o sector Turístico.
Neste sentido, o ministro do Turismo anunciou que a Comissão Económica do Conselho de Ministros aprovou, ontem, um Decreto Presidencial que estabelece medidas para a dinamização do investimento privado no domínio do turismo.
“É hora de partirmos, em força, para a componente de atracção de investimento privado para as áreas turísticas. É neste contexto que surge a Estratégia para a Dinamização da Atracção de Capital Privado”, frisou.
A Estratégia, avançou, define quatro segmentos prioritários para a captação de investimento privado. O primeiro é o turismo de eventos, que prevê o desenvolvimento de infra-estruturas capazes de atrair para Angola o maior número possível de encontros e iniciativas internacionais.
O segundo segmento é o turismo de Sol e Praia, através do qual o país pretende tirar maior proveito da sua extensa faixa costeira.
O terceiro eixo está ligado ao turismo de natureza, com enfoque no aproveitamento do vasto potencial das áreas de conservação ambiental.
“Estamos integrados na maior área transfronteiriça de conservação do mundo, que é o projecto Okavango-Zambeze, e, nesta área, já temos, inclusive, aprovado um projecto para infra-estruturar o Pólo de Desenvolvimento Turístico do Okavango”, explicou o ministro.
O quarto nicho está direccionado para o turismo de luxo, assente no aproveitamento de áreas exóticas e únicas que o país possui e que necessitam de desenvolvimento.
“Aqui, vamos falar, so-bretudo, da foz do Cunene e de Calandula, onde temos um potencial diferenciado”, destacou Márcio Daniel.
Kwenda beneficia mais de 204 mil famílias
Mais de 204.294 famílias beneficiaram, até ao segundo trimestre deste ano, de transferências sociais monetárias em todo o país, no âmbito do Programa Kwenda, elevando para 1.555.144 o número de famílias abrangidas.
A informação consta do Relatório de Balanço do Plano de Desenvolvimento Nacional (PDN) 2023-2027, referente àquele período, apreciado na reunião da Comissão Económica do Conselho de Ministros.
No domínio da execução do PDN, o relatório indica que foram realizadas 650 acções, que contribuíram para a materialização de 203 prioridades, correspondentes a 71,48 por cento das prioridades previstas e enquadradas em 130 objectivos.
O documento refere, ainda, que estão em acompanhamento 400 indicadores de desempenho.




