O Presidente da República afirmou, segunda-feira, que o Palácio de Convenções de Luanda traz maior dignidade a Angola e, sobretudo, à capital, por dispor de melhores condições para acolher grandes eventos internacionais e acompanhar a crescente abertura do país ao mundo.
João Lourenço teceu tais declarações à imprensa após inaugurar a nova infra-estrutura projectada para posicionar Angola como destino de referência para congressos, conferências e grandes eventos nacionais e internacionais.
Deixando transparecer satisfação pela conclusão da obra localizada na zona da Chicala, município da Ingombota, o Presidente da República, João Lourenço, adiantou que o novo empreendimento “já estava a fazer falta para um país como Angola, numa altura em que se tem conseguido atrair, particularmente para Luanda, importantes eventos internacionais”.
Com uma área total de 80 mil metros quadrados, o Palácio de Convenções de Luanda dispõe de uma sala de conferências, um teatro polivalente, salas multifuncionais para reuniões, áreas destinadas à restauração e um parque de estacionamento com elevada capacidade.
Neste contexto, o Presidente da República, acompanhado da Primeira-Dama, Ana Dias Lourenço, assegurou que o espaço apresenta, “sem sombra de dúvidas, as melhores condições possíveis”, apontando que só o anfiteatro possui capacidade para três mil lugares.
Segundo João Lourenço, a infra-estrutura considerada um centro de uma nova dinâmica vocacionada para eventos internacionais, comporta, igualmente, doze salas versáteis com capacidade para 700 participantes em simultâneo, e não oito, como anteriormente anunciado.
“Há quatro salas que não ficaram prontas, mas ficarão muito em breve. Por sinal, são de maior capacidade, sendo uma delas de 500 lugares, outra de 250 lugares, enquanto as outras duas comportam, cada uma, 150 lugares”, esclareceu o Chefe de Estado.
Captação de eventos internacionais
Perante a nova capacidade instalada, João Lourenço atribuiu ao Executivo, em particular aos Ministérios das Relações Exteriores e do Turismo, a responsabilidade de promover a captação de conferências, congressos e outros eventos internacionais para Luanda.
O Presidente da República revelou que a estratégia de atracção de eventos começou ainda durante a fase de construção do empreendimento, tendo várias organizações internacionais visitado as instalações.
“Na fase final das obras, houve já muitas organizações internacionais que vieram visitar, mesmo estando ainda em obras, e qualquer uma delas, das que passou por aqui, com certeza que aprovou o projecto e mostrou-se interessada em trazer as suas organizações para cá”, enfatizou.
A aposta insere-se na estratégia de desenvolvimento do turismo de negócios e de eventos, segmento que o Executivo pretende potenciar através da criação de condições para acolher encontros de grande dimensão.
Lançado desafio ao sector privado
O Titular do Poder Executivo sublinhou que, apesar da entrada em funcionamento do Palácio de Convenções de Luanda, ainda existem constrangimentos que precisam ser ultrapassados para que a capital do país possa beneficiar plenamente do turismo de negócios.
Entre os principais desafios, apontou a insuficiência de unidades hoteleiras, tendo apelodo ao sector privado para investir na construção de hotéis e outros equipamentos de apoio ao turismo.
“Todo o investimento que vier será sempre insuficiente”, afirmou, justificando que “o turismo angolano continua numa fase de crescimento e que as potencialidades existentes ainda não correspondem ao nível de exploração do sector”.
Segundo João Lourenço, a melhoria do ambiente de negócios começou há vários anos, com medidas como o combate à corrupção, a simplificação dos procedimentos para a constituição de empresas e a eliminação de vistos para cidadãos de cerca de 90 países.
MPLA e UNITA destacam importância do Palácio
As vice-presidentes do MPLA,Mara Quiosa, e da UNITA, Arlete Chimbinda, consideraram o Palácio de Convenções de Luanda um importante empreendimento para a promoção de Angola e atracção de investimento estrangeiro.
As responsáveis falavam à margem da cerimónia de inauguração da nova infra-estrutura vocacionada para acolher eventos nacionais e internacionais de carácter político, diplomático, económico, cultural e comercial.
A vice-presidente do MPLA, Mara Quiosa, destacou a possibilidade de o espaço acolher manifestações culturais e artísticas, como dança e teatro.
Por sua vez, a vice-presidente da UNITA, Arlete Chimbinda, considerou importante a inauguração de instalações desta natureza, por entender que o desenvolvimento de Angola passa também pela capacidade de atrair investimento estrangeiro.




