Luanda – O ministro do Turismo, Márcio Daniel, afirmou, esta segunda-feira, em Luanda, que o Palácio de Convenções de Luanda vai consolidar a posição de Angola como destino central do turismo de negócios em África.
Luanda – O ministro do Turismo, Márcio Daniel, afirmou, esta segunda-feira, em Luanda, que o Palácio de Convenções de Luanda vai consolidar a posição de Angola como destino central do turismo de negócios em África.
Em declarações à imprensa, no final da inauguração da infra-estrutura, num acto presidido pelo Chefe de Estado angolano, João Lourenço, o governante disse que o sector tem em curso uma estratégia para dinamizar o turismo de eventos no país.
Entre as medidas adoptadas, destacou a criação da marca “Meet in Angola, The Meeting Room in África”, bem como a participação no Angola Convention Bureau, unidade que, segundo explicou, já estabeleceu parceria com a Associação Internacional de Congressos e Convenções (ICCA).
“É um conjunto de medidas que foram tomadas a pensar no dia seguinte à inauguração deste Palácio”, afirmou.
Márcio Daniel sublinhou que a estratégia de promoção do turismo de eventos exige organização, capacidade de antecipação e o envolvimento de todos os intervenientes do sector.
Por este facto, argumentou que o Palácio de Convenções deve funcionar integrado num amplo ecossistema turístico, envolvendo hotéis, empresas de rent-a-car, serviços de transfer, guias turísticos e intérpretes.
“Não é só esta infra-estrutura. Ela tem de estar ligada aos hotéis, às rent-a-car, às empresas de transfer, aos guias e aos intérpretes. É todo um ecossistema que agora vai estar integrado no Angola Convention Bureau”, explicou.
Acrescentou que, com base nessa estratégia, o País vai apresentar propostas de forma mais agressiva aos organizadores internacionais, com o objectivo de garantir uma utilização contínua da infra-estrutura.
“Vamos, agressivamente, fazer propostas para que esta infra-estrutura tenha vida 365 dias ao ano”, disse.
O governante explicou que o Angola Convention Bureau será esta unidade responsável por procurar activamente eventos para serem realizados no País, num mercado que considerou altamente competitivo a nível continental.
De acordo com Márcio Daniel, a disputa por grandes eventos privados e internacionais exige uma abordagem activa junto dos principais organizadores e instituições que já dispõem de orçamento e capacidade de decisão para realizar congressos, conferências e outros encontros.
O ministro reconheceu a existência de uma forte concorrência no continente, apontando como exemplos os centros de convenções da Cidade do Cabo, no África do Sul, que recebe uma parte significativa dos grandes eventos realizados em África, assim como os do Rwanda, Quénia, Tanzânia e Egipto.
Para Márcio Daniel, Angola deve aproveitar a nova infra-estrutura para se posicionar de forma competitiva no mercado africano de turismo de negócios.
“Temos de estar organizados, estruturados e saber trabalhar em equipa para que Angola, Luanda, se transforme verdadeiramente na sala de reuniões de África. E vamos conseguir, sem dúvidas”, enfatizou. FMA/SC




