Parlamento: PR surpreende com discurso dedicado à Independência Nacional – João Lourenço exalta percurso histórico de 50 anos reconhecendo "momentos altos e outros menos bons" (EM ACTUALIZAÇÃO)

João Lourenço lembrou os cinco séculos de ocupação colonial que conduziram à luta de libertação nacional, sublinhando a necessidade de encontrar nesta caminhada as "lições e as conquistas dos primeiros 50 anos de Independência".~
Apontou como desígnio desta festa nacional "celebrar com todos" a história de Angola repleta de determinação para "continuar a trabalhar para erguer uma Nação próspera" sem ignorar ninguém.
João Lourenço começou por dizer que "mais que a habitual mensagem do Estado da Nação" pretendia dirigir-se hoje ao povo angolano para com ele "patrtilhar uma caminhada heroica de cinco décadas".
Apesar desta introdução assente no percurso histórico da Angola independente que esta ano comemora o 50º aniversário da libertação colonial, o Presidente da República recuperou o método das suas idas anteriores ao Parlamento por ocasião do começo do ano legislativo, revisitando os feitos do seu Governo.
Elencou assim as novas obras e projectos concluídos e lançados no país, das infra-estruturas na saúde, às rodoviárias, equipamentos sociais e no sector da educação.
Sublinhou, com especial ênfase a melhoria da resposta no âmbito da malária que, sendo ainda a doença mais letal em Angola, existe hoje mais eficácia no seu tratamento e profilaxia.
Na área da educação, lembrou a pesada herança da colonização, com um sistema de ensino que deixava de fora a maioria dos angolanos, sublinhando o esforço feito nestes 50 anos para alargar o ensino à generalidade da população, incluindo o ensino superior.
Apontou mesmo para os próximos 25 anos, até 2050, como meta, conseguir alcançar 16% da população em idade escolar a frequentar o ensino superior.
E garantiu que este sector continua entre as suas prioridades porque é fundamental para assentar o futuro do país com a preparação académica que o futuro requer e exige, nomeadamente com a criação de quadros que durante anos eram quase exclusivamente formados no exterior.



