O PHA (Partido Humanista de Angola) está focado na preparação das condições para a realização da Convenção Nacional, depois de ultrapassar as divergências internas que dividiram a organização nos últimos anos e reintegrar os membros da Comissão Nacional afastados no Conclave anulado este mês pelo Tribunal Constitucional.
Em relação à data para a realização da próxima Convenção Nacional, o vice-presidente do PHA para a Àrea Jurisdicional, Nsimba Luwawa, avançou que “não compete à Comissão Política Nacional deliberar sobre a data da convenção, pelo facto de não existir ainda um encontro entre as partes.”
A realização de um novo conclave resulta da anulação da Convenção passada, após o Tribunal Constitucional deliberar a favor dos “argumentos” apresentados por Ivo Ginguma, segundo os quais a convenção anterior foi conduzida com base em inúmeras irregularidades estatutárias.
Em declarações à imprensa, o membro do PHA Roque Sozinho, ligado à ala de Florbela Malaquias, disse que o processo representa um marco importante na resolução dos conflitos internos que dividiram a organização.
Sublinhou, entretanto, que o momento actual deve ser encarado como uma oportunidade para consolidar a unidade no seio do partido e ultrapassar, definitivamente, as diferenças que estiveram na origem da divisão interna.
Acrescentou, a propósito, que o processo acabou por colocar em evidência duas alas dentro da organização, uma ligada à presidente do partido, da qual faz parte, e outra representada pelo militante Nsimba Luwawa.
União interna
O vice-presidente do PHA para a àrea Jurisdicional, Nsimba Luwawa, pediu desculpas aos militantes e aos angolanos pelas divergências que ocorreram no seio da organização.
O dirigente considerou que chegou o momento de ultrapassar as diferenças e concentrar os esforços na preparação da próxima Convenção Nacional Ordinária. “É hora de se trabalhar para a realização da convenção, que terá lugar ainda este ano, e de colocar os interesses do partido acima das diferenças pessoais”, enfatizou.




