Partidos na oposição apelam cidadãos aderir ao processo de registo eleitoral e prova de vida

O membro da direcção do Partido Liberal, Daniel Cordeiro, afirmou que a juventude da geração Z tem dificuldade em lidar com a paciência. Por isso, o partido já começou a mobilizar jovens para actualização dos dados eleitorais antes mesmo do início oficial do processo.
“A ciência aponta que a geração Z tem dificuldade de lidar com a paciência. O desafio que nós estamos a querer abraçar é mesmo motivar a juventude”, declarou Cordeiro.
Segundo o dirigente, o Partido Liberal está entre os poucos partidos, e possivelmente o primeiro, a começar a mobilização para o registo eleitoral. “Nós temos essa noção de que estamos a lidar com jovens. E a juventude tem muita agenda. Então precisa de ser recordado sempre de que precisa fazer”, explicou.
As estratégias do partido passam por massificar a informação e atingir as bases. O objectivo é que todo jovem consiga, de facto, actualizar os seus dados eleitorais.
Por seu turno, o membro do Conselho Nacional do Bloco Democrático, Simão Afonso, afirmou que mais de 90% da base da militância do partido é jovem. Para o dirigente, esse factor é fundamental para compreender as causas da abstenção no voto.
Segundo Simão Afonso, os programas políticos do Bloco Democrático, voltados à população, são concebidos e executados por jovens. O partido trabalha ainda com organizações da sociedade civil, a maioria dirigida e liderada por jovens.
“Temos aqui um quadro bastante real que permite ao Bloco Democrático entender as causas da abstenção, que muitas vezes não estão ligadas, efectivamente, aos jovens, mas sim a terceiros elementos”, explicou.
Para o dirigente, a própria governação cria obstáculos que geram desencanto. “Nós procuramos passar essa mensagem junto da juventude para fazermos perceber que a abstenção acaba por produzir um efeito diverso”, concluiu.
E, a secretária de Informação e porta-voz da FNLA, Maria Bulenvu, apelou aos cidadãos para actualizarem os dados eleitorais. Para a dirigente, ir às urnas ou actualizar o registo é fundamental para garantir o direito de voto.
Maria Bulenvu defendeu que a actualização serve para que a voz do eleitor seja ouvida no futuro. Apelou a mulheres, pais e filhos para irem com o bilhete actualizado actualizar os dados. “Para mudarmos isso, temos que ir às urnas. Hoje, no passado, a guerra foi com as armas. Hoje a nossa arma é o voto”, declarou.
A porta-voz alertou ainda para erros de localização de assembleias de voto, a semelhança dos processos anteriores, onde alega ter havido obstrução do voto. “Para não acontecer mais como os anos passados, por isso, destacou a importância de actualizar e indicar correctamente a zona onde se vai votar.


