Ondjiva – A Polícia de Guarda Fronteira (PGF) frustrou, nos últimos 12 meses, 3.822 tentativas de violação do perímetro fronteiriço entre a província do Cunene e a Namíbia, menos 714 casos em relação ao período anterior.
Ondjiva – A Polícia de Guarda Fronteira (PGF) frustrou, nos últimos 12 meses, 3.822 tentativas de violação do perímetro fronteiriço entre a província do Cunene e a Namíbia, menos 714 casos em relação ao período anterior.
A informação foi prestada quarta-feira à ANGOP pelo porta-voz do Comando Provincial da Polícia Nacional no Cunene, inspector Lino Chipalanga, à margem do acto de celebração do 48.º aniversário da PGF, assinalado quarta-feira.
De acordo com o oficial, as ocorrências estiveram relacionadas com imigração ilegal, fuga ao fisco, contrabando de combustível, tráfico de drogas e armas, bem como furto de gado.
As operações resultaram na intercepção de 29.299 cidadãos nacionais e 48 estrangeiros de diferentes nacionalidades, que tentavam atravessar a linha de fronteira no sentido Namíbia-Angola e vice-versa.
Lino Chipalanga esclareceu que os cidadãos estrangeiros foram detidos por entrada ilegal no território nacional e encaminhados aos Serviços de Migração e Estrangeiros para os procedimentos legais.
Quanto aos cidadãos nacionais, após os interrogatórios operativos, foram postos em liberdade.
Segundo o responsável, as tentativas de travessia estiveram relacionadas com a fuga ao fisco, procura de bens e serviços, negócios precários e questões familiares.
No período em referência, a PGF apreendeu 43.437 litros de combustível, entre gasolina e gasóleo, no quadro das operações de combate ao contrabando de produtos petrolíferos destinados à comercialização no país vizinho.
Lino Chipalanga informou ainda sobre a apreensão de 70 viaturas e 38 motorizadas envolvidas no contrabando de combustível e no transporte de mercadorias, praticados por cidadãos nacionais e namibianos.
Foram igualmente apreendidas cinco armas de diferentes calibres e 72 cabeças de gado, além do registo de 12 casos de devastação da flora ao longo da orla fronteiriça.
Criada a 26 de Agosto de 1978, ao abrigo de uma lei do então Conselho da Revolução, a PGF tem como principal missão salvaguardar as fronteiras do território nacional e impedir entradas e saídas ilegais.
Pela missão que desempenha, a corporação constitui também um órgão importante no combate às práticas ilegais e outras actividades delituosas que afectam a integridade territorial da República de Angola.
Na província do Cunene, a PGF assegura o controlo de 460 quilómetros de fronteira com a República da Namíbia, dos quais 340 terrestres e 120 fluviais, entre o marco 1, em Ruacana, e o marco 34LHE/ART.FI/




