A presidente do Partido Humanista de Angola (PHA), Florbela Malaquias, admite que as dificuldades financeiras enfrentadas pela formação política podem dificultar a realização da nova Convenção Nacional, marcada para 5 de Dezembro de 2026.
A dirigente revelou que os cofres do partido atravessam uma situação crítica e que a principal fonte de financiamento é a dotação atribuída pelo Estado, estimada em cerca de 61 milhões de kwanzas por ano, pagos de forma trimestral.
“As condições financeiras, para dizer a verdade, são péssimas”, afirmou Florbela Malaquias, explicando que o valor corresponde a uma média de aproximadamente cinco milhões de kwanzas por mês, embora o pagamento seja efectuado trimestralmente.
A presidente do PHA reconheceu ainda que “os cofres estão vazios”, numa altura em que o partido precisa de mobilizar recursos para organizar a Convenção Nacional e cumprir as determinações decorrentes do processo de regularização interna.
A Convenção foi marcada para 5 de Dezembro, na sequência do Acórdão n.º 1125/2026 do Tribunal Constitucional, que determinou a realização de uma nova reunião magna depois de ter sido declarada nula a anterior Convenção Nacional.
A nova Convenção deverá permitir ao PHA regularizar a sua situação interna, definir a liderança e os restantes órgãos do partido, numa altura em que as formações políticas já se preparam para as eleições gerais de 2027.
Florbela Malaquias apelou também à união dos militantes e defendeu que os membros devem recordar os princípios que estiveram na origem da criação do partido. A dirigente sublinhou que o PHA não foi criado para resolver individualmente as dificuldades económicas dos seus membros.
O PHA enfrenta, além da questão financeira, um período de reorganização interna depois de meses de divergências entre membros da direcção. A realização da nova Convenção surge precisamente como parte do processo de regularização da estrutura partidária.




