Polícia justifica dispersão de manifestantes da UNITA no Uíge por desacato e diz que houve apenas um ferido ligeiro

Segundo a Polícia, foi usada a força porque os organizadores do acto político de massas não acataram a orientação da autoridade administrativa, que determinou a alteração do local do evento, por estar nas proximidades do Tribunal da Relação do Uíge, local proibido por Lei para a realização de actividades desta natureza.
A PN justifica que, face ao incumprimento da orientação, a força policial no terreno procedeu à dispersão dos manifestantes, utilizando força moderada e meios não letais.
Em nota de esclarecimento, a PN afirma que não se registaram danos humanos graves e que houve apenas ferimentos ligeiros, por escoriações, num cidadão manifestante e em três efectivos da Polícia, em consequência do arremesso de objectos contundentes.
Face aos acontecimentos, foi aberto um processo de inquérito com o objectivo de esclarecer as circunstâncias em que ocorreram os confrontos e apurar eventuais responsabilidades, fundamenta o comando-geral da PN.
Os confrontos ocorreram no dia em que o maior partido da oposição angolana realizou, na província do Uíge, o acto central comemorativo do 92.º aniversário do presidente fundador, Jonas Malheiro Savimbi, no âmbito da IV Reunião Ordinária do Comité Nacional da JURA, o braço juvenil do partido.
Em declarações à Lusa, o secretário-geral da JURA, Nelito Ekuikui, disse que pelo menos 31 pessoas ficaram feridas, dez das quais com gravidade, na sequência da intervenção da Polícia.
Segundo Nelito Ekuikui, os feridos com gravidade continuam internados, enquanto os que sofreram ferimentos ligeiros tiveram alta ao longo da noite de sábado.
O "Galo Negro" assegurou que tem realizado as suas actividades há anos em frente ao seu secretariado provincial, sem registar incidentes.


