Nova Iorque (Do enviado especial) – O Presidente da República, João Lourenço, declarou esta terça-feira, em Nova Iorque, que nenhuma arma é mais poderosa que a diplomacia, porquanto essa é apenas utilizada para destruir vidas, infra-estruturas, sonhos e projectos de vida.
Nova Iorque (Do enviado especial) – O Presidente da República, João Lourenço, declarou esta terça-feira, em Nova Iorque, que nenhuma arma é mais poderosa que a diplomacia, porquanto essa é apenas utilizada para destruir vidas, infra-estruturas, sonhos e projectos de vida.
O estadista angolano, que intervinha no Debate Geral da 81ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, aberto hoje, disse que a diplomacia é a única arma que existe para unir, reparar, construir e salvar vidas, povos, nações e a humanidade.
Defendeu que só no âmbito das Nações Unidas se pode evoluir na busca de soluções pacíficas para os conflitos que assolam o mundo, dentro de um quadro em que o multilateralismo funcione como o mecanismo agregador de ideias, de vontades e de iniciativas conducentes à paz mundial.
Por esta razão, disse, a Organização das Nações Unidas deve dotar-se das ferramentas e dos meios adequados para cumprir o lema desta sessão, que consiste em “Restaurar a Confiança, Gerir a Transformação e capacitá-la para se tornar numa Organização que Produz Resultados Para Todos”.
“Estamos em vésperas do fim do mandato do actual secretário-geral e da indicação do próximo, acto que se reveste de uma grande importância, tendo em conta o facto de que a pessoa que vier a ser escolhida deverá possuir requisitos de independência, integridade, competência e coragem para construir consensos”, frisou.
Afirmou igualmente que o próximo secretário-geraL deve defender a Carta das Nações Unidas, promover a prevenção de conflitos, conduzir as reformas necessárias e buscar soluções para fazer face à crise financeira da organização.
De acordo com João Lourenço, os líderes políticos e governantes de hoje serão avaliados no futuro pela sua capacidade de substituir a confrontação pelo diálogo, a competição predatória pela cooperação, a exclusão pela solidariedade e a força das armas pela força do Direito.
“Só assim construiremos uma ordem internacional mais justa, pacífica e inclusiva, capaz de garantir o progresso e o bem-estar da humanidade, sem deixar ninguém para trás”, advogou.
Reafirmou o comprometimento de Angola com as Nações Unidas, convicta de que apenas ao nível desta instituição será possível salvaguardarem-se as conquistas das últimas décadas relativamente ao respeito pelo Direito Internacional.
Para o Chefe de Estado angolano, apenas no âmbito das Nações Unidas se pode evoluir na busca de soluções pacíficas para os conflitos que assolam o mundo, dentro de um quadro em que o multilateralismo funcione como o mecanismo agregador de ideias, de vontades e de iniciativas conducentes à paz mundial.SR/ART




