Nova Iorque (Do enviado especial) – O Presidente da República, João Lourenço, anunciou, esta terça-feira, nas Nações Unidas, a inauguração, em Outubro, em Luanda, do monumento em memória das vítimas dos conflitos políticos ocorridos em Angola desde a Independência Nacional até ao alcance da paz, em Abril de 2002.
Nova Iorque (Do enviado especial) – O Presidente da República, João Lourenço, anunciou, esta terça-feira, nas Nações Unidas, a inauguração, em Outubro, em Luanda, do monumento em memória das vítimas dos conflitos políticos ocorridos em Angola desde a Independência Nacional até ao alcance da paz, em Abril de 2002.
O anúncio foi feito no discurso proferido na 81.ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, no qual abordou também o percurso histórico de Angola, a consolidação da paz e da reconciliação nacional e os 50 anos da admissão do país na ONU.
Segundo João Lourenço, a consolidação da paz e da reconciliação nacional constitui hoje um facto, evidenciado por gestos concretos, entre os quais a realização de cerimónias de condecoração dos principais líderes políticos da luta de libertação nacional e de membros representantes de todas as franjas da sociedade civil, no quadro dos 50 anos da Independência Nacional.
Disse que o futuro monumento enquadra-se nesse processo de preservação da memória das vítimas dos conflitos políticos que marcaram o país desde a proclamação da Independência Nacional até ao alcance da paz, em Abril de 2002.
Referiu que está sessão da Assembleia Geral tem, igualmente, um significado especial para Angola, por decorrer no ano em que o país celebra o quinquagésimo aniversário da aceitação como membro de pleno direito da Organização das Nações Unidas, ocorrida em Dezembro de 1976.
Naquela altura, recordou o Chefe de Estado, a admissão de Angola constituiu uma conquista histórica para o povo angolano, que aguardou mais de 12 meses desde a proclamação da Independência Nacional até à aceitação do país como sujeito de pleno direito na comunidade internacional.
O acontecimento ocorreu num contexto mundial em que Angola se tornou vítima da confrontação entre as potências mundiais, na disputa pelo controlo de zonas de influência no âmbito da Guerra Fria.
Todo o percurso do país até ao alcance da paz, em 2002, esteve fortemente ligado às disputas dessa época, que condicionaram a realização dos sonhos dos angolanos e dos seus projectos de construção de uma nação próspera e apostada no desenvolvimento.
“Estes factos pertencem ao passado, mas deixaram-nos um manancial de experiência e de ensinamentos de que nos temos servido para construir a paz, o entendimento e a reconciliação entre todos os angolanos e para traçar os rumos da nossa política externa”, afirmou.
João Lourenço sublinhou que as experiências acumuladas ao longo desse percurso têm servido para construir a paz, o entendimento e a reconciliação entre os angolanos e para traçar os rumos da política externa de Angola.
A 81.ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, oficialmente aberta no dia 8 deste mês, tem como tema "Restaurar a Confiança, Gerir a Transformação: Uma Organização das Nações Unidas que Produz Resultados para Todos", reflectido a pertinência do reforço da capacidade do sistema multilateral, para responder eficazmente aos desafios globais emergentes.
É presidida pelo embaixador Khalilur Rahman, representante permanente do Bangladesh junto das Nações Unidas, eleito em Junho deste ano com base no princípio da rotatividade geográfica entre os grupos regionais da ONU para um mandato de um ano, iniciado este mês.
A Assembleia Geral das Nações Unidas é o principal órgão deliberativo, representativo e normativo da ONU, e reúne os 193 Estados-Membros para debater as principais questões da agenda internacional e adoptar orientações políticas sobre matérias relacionadas com a manutenção da paz e segurança internacionais.SR/ART




