El Alamein (Do enviado especial) — O Presidente da República e do Comité de Orientação dos Chefes de Estado e de Governo da AUDA-NEPAD, João Lourenço, afirmou, este sábado, em El Alamein, Egipto, que o próximo capítulo da Agência deve ser marcado por maior apropriação africana, eficácia institucional e execução orientada para resultados.
El Alamein (Do enviado especial) — O Presidente da República e do Comité de Orientação dos Chefes de Estado e de Governo da AUDA-NEPAD, João Lourenço, afirmou, este sábado, em El Alamein, Egipto, que o próximo capítulo da Agência deve ser marcado por maior apropriação africana, eficácia institucional e execução orientada para resultados.
Na sessão de encerramento da Cimeira dos Membros Fundadores da NEPAD, João Lourenço afirmou que os debates permitiram rever os 25 anos de percurso da organização e reflectir sobre o futuro da AUDA-NEPAD, à luz dos desafios que o continente enfrenta.
O Presidente do Comité de Orientação considerou que a tarefa imediata consiste em transformar as orientações da Cimeira em resultados tangíveis, que contribuam de forma objectiva para a melhoria das condições de vida dos cidadãos.
Para tal, apontou como primeiro passo a necessidade de assegurar à AUDA-NEPAD os recursos, as capacidades técnicas e as condições institucionais necessárias ao cumprimento cabal do mandato que lhe foi confiado.
Segundo João Lourenço, a apropriação africana deve traduzir-se não apenas nas prioridades definidas, mas também na disponibilidade efectiva dos Estados para apoiar as instituições responsáveis pela sua implementação, através de apoio político, técnico e financeiro.
O segundo passo, acrescentou, consiste em adequar, tanto quanto possível, os projectos a implementar à realidade dos Estados-Membros, uma vez que a eficácia da acção continental se mede pela capacidade de produzir resultados no terreno.
“A AUDA-NEPAD deve ser capaz de aproximar cada vez mais as prioridades continentais às necessidades concretas dos Estados-Membros”, afirmou, ao defender uma ligação mais forte entre a visão continental e a implementação nacional.
João Lourenço referiu que é junto das populações que as políticas e estratégias continentais ganham expressão concreta, através da implementação de projectos, realização de investimentos e construção de infra-estruturas, para que os cidadãos sintam os benefícios das decisões tomadas a nível continental.
O terceiro passo, que considerou talvez o mais importante, prende-se com a execução efectiva dos compromissos resultantes da Cimeira.
“Nenhuma declaração, por mais ambiciosa que seja, substitui o valor da implementação”, afirmou o Chefe de Estado, para quem a força das decisões estará na capacidade de assegurar o seu cumprimento efectivo.
O Presidente do Comité de Orientação afirmou que as deliberações da Cimeira serão avaliadas pela capacidade de reforçar a AUDA-NEPAD, melhorar a sua eficácia e produzir impactos concretos e mensuráveis.
Defendeu, igualmente, que o Comité de Orientação dos Chefes de Estado e de Governo continue a assumir plenamente a responsabilidade de orientação política e supervisão estratégica, em articulação com os Estados-Membros, a Comissão da União Africana, a AUDA-NEPAD e as Comunidades Económicas Regionais.
João Lourenço afirmou que, embora os desafios actuais de África sejam diferentes, em muitos aspectos, daqueles que estiveram na origem da NEPAD, continuam válidas a necessidade de liderança africana, a determinação política e a capacidade de definir e executar as próprias prioridades de desenvolvimento.
Por isso, manifestou a expectativa de que a Cimeira marque o início de um envolvimento reforçado e regular dos membros fundadores e dos demais Estados-Membros, consolidando a dinâmica colectiva necessária para levar adiante a visão comum.
Deste modo, desejou que El Alamein se afirme como símbolo de um novo ciclo de ambição continental e de um compromisso firme e revitalizado em prol de uma África mais integrada, mais próspera e mais soberana.ADR/ART




