Ondjiva – O Presidente da República, João Lourenço, chegou ao município de Cuvelai, província do Cunene, onde vai inagurar as barragens hídricas do Ndue e Calucuve, duas infra-estruturas estratégicas no combate aos efeitos da seca na região.
Ondjiva – O Presidente da República, João Lourenço, chegou ao município de Cuvelai, província do Cunene, onde vai inagurar as barragens hídricas do Ndue e Calucuve, duas infra-estruturas estratégicas no combate aos efeitos da seca na região.
Acompanhado da Primeira-dama, Ana Dias Lourenço, o Chefe de Estado recebeu cumprimento dos membros do Executivo.
O acto de inauguração vai ser prestigiado pelo Presidente da República Democrática do Congo (RDC), Félix Tshisekedi, a convite do Estadista angolano, João Lourenço.
Potencial das barragens
Ndúe e Calucuve são dois dos cinco projectos estruturantes inseridos no pacote do Programa de Combate aos Efeitos da Seca no Sul de Angola (PCESSA), em curso desde 2019, com uma supervisão permanente e dedicação especial do Titular do Poder Executivo angolano.
De forma separada, o Ndúe (a 97 quilómetros da comuna sede de Mukolongodjo, município de Cuvelai), que passa pelos municípios de Chissuata e Cafima, vai beneficiar cerca de 55 mil habitantes, 60 mil cabeças de gado, numa primeira fase, além de permitir a criação de empregos directos e indirectos, na sua maioria jovens.
A infra-estrutura contempla também uma barragem de 32,80 metros de altura e 1 500 metros de comprimento, com possibilidade de armazenar um volume de 170 milhões de metros cúbicos de água, com um canal adutor associado de 75 quilómetros, com 15 chimpacas, para diversos fins de cariz económico e social, beneficiando a população, a agricultura e o gado ao longo do canal.
Já Calucuve, que dista a 34 quilómetros da comuna de Mukolongodjo, também situada no município de Cuvelai, vai beneficiar perto de 200 mil cabeças de gado e mais de 80 mil habitantes da região.
A barragem possui 31,60 metros de altura e 2 184 metros de comprimento, com capacidade para armazenar cerca de 141 milhões de metros cúbicos de água. Conta com um canal adutor de 240 quilómetros e 22 chimpacas.
A construção das barragens do Ndúe e Calucuve iniciou no dia 28 de Outubro de 2021, com o lançamento da primeira pedra feita pela então ministra de Estado para a Área Social, Carolina Cerqueira.
A perspectiva é que os dois projectos desempenhem um papel fundamental no combate à seca que tem assolado a população da região mais a Sul de Angola, de forma cíclica.
Paralelamente à disponibilização de mais água na região, também é expectável que as barragens tragam o desenvolvimento socioeconómico e dinamização da economia nessa parcela do país, com criação de oportunidades de empregos, mitigação de doenças, entre outros benefícios.
Entre várias finalidades, Ndúe e Calucuve visam, essencialmente, reduzir a escassez de água na bacia do Cuvelai, abastecimento de água às populações e ao gado, garantir a segurança alimentar, promover o fortalecimento da agricultura, bem como impulsionar actividades turísticas e fomentar a restauração de equipamentos públicos.
Em geral, o Programa de Combate aos Efeitos da Seca no Sul de Angola visa o abastecimento de água às populações e promover o fortalecimento da agricultura, nas províncias do Cunene, Huíla, Namibe e Benguela.QCB/ACC/SC




