Ondjiva – O segundo e último dia de visita de trabalho do Presidente da República, João Lourenço, à província do Cunene, vai ser marcado com a inauguração das barragens hídricas do Ndúe e Calucuve, no município de Cuvelai.
Ondjiva – O segundo e último dia de visita de trabalho do Presidente da República, João Lourenço, à província do Cunene, vai ser marcado com a inauguração das barragens hídricas do Ndúe e Calucuve, no município de Cuvelai.
Neste sábado (05), a agenda de João Lourenço inicia com a recepção do seu homólogo da República Democrática do Congo, Félix Tshisekedi, na qualidade de convidado especial para o acto inaugural das duas infra-estruturas estratégicas para o combate à seca no Cunene.
Segundo o programa do evento, no Aeroporto "11 de Novembro", em Ondjiva, João Lourenço, acompanhado da Primeira-Dama da República, Ana Dias Lourenço, apresenta cumprimentos de boas-vindas ao seu homólogo congolês.
Após esse momento, que será seguido de honras militares e um breve diálogo entre os homólogos, os dois líderes seguem de helicóptero para a barragem do Ndúe, a primeira a ser inaugurada, numa viagem de cerca de 50 minutos, percorrendo aproximadamente 155 quilómetros.
À chegada ao Ndúe, as delegações presidenciais realizam visitas guiadas ao Posto de Observação e Controlo, assim como à Torre de Tomada de Água e à Estrutura de Transição entre a Conduta Adutora, Canal e a primeira chimpaca.
A seguir assiste-se ao corte da fita inaugural e o accionar do botão, que vão sinalizar a abertura da comporta e a entrada em funcionamento da barragem Ndúe, que faz parte do Lote 5 do Programa de Combate aos Efeitos da Seca no Sul de Angola (PCESSA), no rio Caundo.
Seguidamente, os dois Presidentes vão, igualmente de helicóptero, para a barragem de Calucuve (Lote 3), para cumprir o mesmo procedimento.
A agenda prevê também declarações conjuntas à imprensa, a marcar o fim da visita de dois dias de trabalho do Presidente da República, João Lourenço, à província do Cunene.
No princípio da noite deste sábado, Félix Tshisekedi regressa ao seu país, enquanto João Lourenço segue para Luanda, capital angolana.
No primeiro dia da visita ao Cunene, sexta-feira (04), João Lourenço inaugurou o Centro da Juventude do Cunene “Olukeno”, de iniciativa da Primeira-Dama República, Ana Dias Lourenço, no quadro da responsabilidade social da Fundação Ngana Zenza para o Desenvolvimento Comunitário (FDC).
É a sexta vez que João Lourenço visita, na qualidade de Presidente da República, a província do Cunene, depois das realizadas em 2019, 2021, 2022, 2023 e 2024, no quadro do Programa de Combate aos Efeitos da Seca no Sul de Angola (PCESSA).
Valências das barragens
Ndúe e Calucuve são dois dos cinco projectos estruturantes inseridos no PCESSA, em curso desde 2019, com uma supervisão permanente e dedicação especial do Titular do Poder Executivo angolano.
A barragem do Ndúe, a 97 quilómetros da comuna sede de Mukolongodjo, município de Cuvelai, que passa pelos municípios de Chissuata e Cafima, vai beneficiar cerca de 55 mil habitantes, 60 mil cabeças de gado, numa primeira fase.
A infra-estrutura contempla também uma barragem de 32,80 metros de altura e mil e 500 metros de comprimento, com capacidade de armazenar um volume de 170 milhões de metros cúbicos de água, um canal adutor associado de 75 quilómetros e 15 chimpacas, para diversos fins de cariz económico e social, beneficiando a população, a agricultura e o gado.
Já Calucuve, que dista 34 quilómetros da comuna de Mukolongodjo, também situada no município de Cuvelai, vai beneficiar perto de 200 mil cabeças de gado e mais de 80 mil habitantes da região.
A barragem possui 31,60 metros de altura e dois mil 184 metros de comprimento, com capacidade para armazenar cerca de 141 milhões de metros cúbicos de água, e conta com um canal adutor de 240 quilómetros e 22 chimpacas.
A construção das barragens do Ndúe e Calucuve iniciou a 28 de Outubro de 2021, com o lançamento da primeira pedra, pela então ministra de Estado para a Área Social, Carolina Cerqueira.
A perspectiva é que os duas barragens desempenhem um papel fundamental no combate à seca que tem assolado a população da região Sul de Angola, de forma cíclica.
Paralelamente à disponibilização de mais água na região, também é expectável que as barragens tragam o desenvolvimento socioeconómico e dinamização da economia, com criação de oportunidades de empregos, mitigação de doenças, entre outros benefícios.
Entre várias finalidades, Ndúe e Calucuve visam, essencialmente, reduzir a escassez de água na bacia do Cuvelai, abastecimento de água às populações e ao gado, garantir a segurança alimentar, promover o fortalecimento da agricultura, bem como impulsionar actividades turísticas e fomentar a restauração de equipamentos públicos.
O Programa de Combate aos Efeitos da Seca no Sul de Angola visa o abastecimento de água às populações e promover o fortalecimento da agricultura, nas províncias do Cunene, Huíla, Namibe e Benguela. QCB/CS




