Luanda – O Presidente da República, João Lourenço, considerou, esta segunda-feira, que o Palácio de Convenções de Luanda responde à necessidade de Angola dispor de melhores condições para acolher grandes eventos internacionais e acompanhar a crescente abertura do país ao mundo.
Luanda – O Presidente da República, João Lourenço, considerou, esta segunda-feira, que o Palácio de Convenções de Luanda responde à necessidade de Angola dispor de melhores condições para acolher grandes eventos internacionais e acompanhar a crescente abertura do país ao mundo.
João Lourenço falava à imprensa, após inaugurar as instalações do Palácio de Convenções de Luanda, concebido para acolher cimeiras, conferências, congressos e encontros de natureza política, diplomática, empresarial, cultural e científica.
O Chefe de Estado manifestou satisfação pela conclusão da obra, que, afirmou, “já estava a fazer falta” ao país, sobretudo face ao aumento do número de eventos internacionais realizados em Angola.
Nos últimos anos, explicou, o país conseguiu atrair importantes eventos internacionais, mas, por falta de uma infra-estrutura desta dimensão, recorreu a tendas e unidades hoteleiras para acolher algumas dessas iniciativas.
Com a entrada em funcionamento do Palácio de Convenções, os hotéis continuarão a desempenhar um papel importante, sobretudo no alojamento dos delegados, enquanto o novo equipamento assegurará a realização dos trabalhos.
O Presidente da República realçou as condições de trabalho e conforto proporcionadas pelo empreendimento, considerando que os participantes em conferências políticas, económicas, empresariais, culturais e científicas encontrarão no espaço condições adequadas para a realização dos seus trabalhos.
João Lourenço revelou que a infra-estrutura dispõe de 12 salas de trabalho, e não apenas oito, como inicialmente apresentado. Quatro destas salas ainda se encontram em fase de conclusão, com capacidades de 500, 250 e 150 lugares, sendo duas destas últimas destinadas a 150 pessoas cada uma.
O Chefe de Estado realçou igualmente o anfiteatro, com capacidade para 3.000 pessoas, que deverá acolher, já no próximo fim-de-semana delegados da Cimeira da União Africana.
Entre os espaços visitados pelo Presidente durante a cerimónia esteve a Sala Oval, destinada a encontros de alto nível, que considerou motivo de orgulho.
Governo chamado a atrair eventos internacionais
Questionado sobre a existência de orientações para a captação de grandes eventos internacionais, João Lourenço afirmou que a missão cabe ao Executivo, com particular responsabilidade para os ministérios das Relações Exteriores e do Turismo, além de outros sectores com capacidade para estabelecer contactos com instituições congéneres internacionais.
O Presidente revelou que, ainda durante a fase final da construção, várias organizações internacionais visitaram o empreendimento, apesar das obras em curso, e manifestaram interesse em realizar eventos em Luanda.
“Qualquer uma das organizações que passou por aqui, com certeza, aprovou o projecto e mostrou-se interessada em trazer as suas organizações para cá”, afirmou.
João Lourenço considerou, por outro lado, que a existência do Palácio de Convenções constitui apenas parte da solução para o desenvolvimento do turismo de negócios e de eventos, pelo que defendeu maior investimento privado no sector hoteleiro.
O Chefe de Estado apontou o défice de unidades hoteleiras em Luanda como um dos constrangimentos que ainda precisam de ser ultrapassados, sobretudo pela necessidade de alojar participantes em grandes eventos.
“É momento de começarem a investir seriamente na hotelaria”, apelou, considerando insuficiente o número de hotéis existentes na capital para responder à procura.
João Lourenço reconheceu que o projecto privado previsto para a área envolvente do Palácio inclui hotéis e restaurantes, mas defendeu o aumento da oferta hoteleira em toda a cidade.
Angola preparada para investimento no turismo
Sobre a capacidade de Angola para atrair investimento privado no sector do turismo, o Presidente afirmou que o país está preparado para receber o máximo de investimentos, considerando que o capital aplicado no sector ainda será insuficiente face às potencialidades turísticas existentes.
Segundo João Lourenço, a melhoria do ambiente de negócios, o combate à corrupção, a isenção de vistos para cidadãos de cerca de 90 países e as reformas destinadas a reduzir a burocracia na constituição de empresas e na realização de negócios contribuíram para aumentar a confiança dos investidores estrangeiros.
“À medida que o tempo for passando, vai-se consolidando” a confiança dos investidores estrangeiros em Angola, afirmou.
O Presidente salientou que o aumento da confiança não resulta apenas da inauguração do Palácio de Convenções, mas de um processo de reformas iniciado há vários anos, que tem permitido melhorar as condições para o investimento privado.
Infra-estrutura com três pisos
O Palácio de Convenções de Luanda passa a integrar a rede de infra-estruturas destinadas a reforçar a capacidade do país para acolher eventos de grande dimensão e promover o turismo de negócios.
Entre as principais valências do empreendimento, com três pisos, destaca-se um teatro polivalente com capacidade para cerca de 3.000 pessoas, uma sala de conferências para 375 participantes, salas multifuncionais e de reuniões, áreas de restauração e café, espaços para eventos e um Pavilhão Protocolar destinado à realização de actos oficiais.
O complexo dispõe igualmente de uma área de estacionamento com capacidade para cerca de 700 viaturas e beneficia de acessos rodoviários, incluindo uma ponte de ligação à Nova Marginal de Luanda e outra via pela zona da Ilha de Luanda.
O Palácio de Convenções enquadra-se na estratégia do Executivo de reforço da capacidade de Angola para acolher cimeiras, conferências, congressos, reuniões empresariais, encontros diplomáticos e eventos culturais e científicos, com impacto na promoção do turismo de eventos e na projecção do país no exterior.AFL/FMA/ART




