Luanda – O Presidente da República, João Lourenço, testemunha, esta quarta-feira, em Kinshasa, República Democrática do Congo (RDC), a assinatura de um contrato ligado ao desenvolvimento do Corredor do Lobito.
Luanda – O Presidente da República, João Lourenço, testemunha, esta quarta-feira, em Kinshasa, República Democrática do Congo (RDC), a assinatura de um contrato ligado ao desenvolvimento do Corredor do Lobito.
De acordo com os Serviços de Informação do Presidente da República, durante a visita de algumas horas, está previsto um encontro bilateral entre João Lourenço e o seu homólogo da RDC, Félix Tshisekedi, para abordar questões de interesse comum.
A deslocação do Chefe de Estado angolano enquadra-se nos esforços de reforço da cooperação regional e do desenvolvimento do Corredor do Lobito, importante plataforma de ligação entre Angola, RDC e Zâmbia.
A cerimónia de assinatura do contrato recorda o encontro realizado no Lobito (província de Benguela), que reuniu os Presidentes de Angola, João Lourenço, da RDC, Félix Tshisekedi, e da Zâmbia, Hakainde Hichilema, no âmbito das iniciativas para o desenvolvimento e valorização do corredor.
A visita de trabalho termina no início da tarde, com o regresso do Presidente João Lourenço a Luanda.
Corredor do Lobito
Também conhecido internacionalmente como a rota dos dois oceanos, por ligar por terra o Atlântico e o Índico, o Corredor do Lobito tem uma extensão de mil 344 quilómetros.
Angola, país vizinho da RDC com a qual partilha a localização na parte ocidental da África Austral, tem nesse Corredor um projecto estruturante de grande abrangência e alcance, que se afigura como uma das principais apostas do Executivo, no âmbito do Plano de Desenvolvimento Nacional 2023-2027.
A rota liga a Costa Atlântica do Lobito à cidade fronteiriça do Luau, na parte oriental do país, atravessando cinco províncias (Benguela, Huambo, Bié, Moxico e Moxico Leste).
Com as suas fronteiras nacionais e internacionais, o traçado tem um impacto estruturante em todo o espaço da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) e afirma-se como um dos principais eixos de circulação de mercadorias.
Um projecto estratégico para a dinamização das potencialidades da diversificação económica nacional, o Corredor do Lobito liga 40% da população do país, potenciando investimentos de grande envergadura na agricultura e comércio.
As cinco províncias atravessadas pelo Corredor desempenham um papel fundamental para o desenvolvimento agrícola, com cadeias de valor em cerais como milho, soja, trigo e arroz, para além de tubérculos, feijão, legumes e frutas.
Por conseguinte, é a principal rota alternativa para os mercados de exportação de países como a RDC e a Zâmbia, pois oferece uma rota mais curta para as principais regiões mineiras dos dois países encravados.
De igual modo, tem-se revelado particularmente importante na conjugação de interesses económicos, entre países africanos, no âmbito da construção da Zona de Comércio Livre Continental Africana (ZCLCA), e pode potenciar a transformação local de recursos naturais e agregar valor à economia.ART




