Ondjiva – O secretário provincial do PRA-JA no Cunene, Bonifácio Inashisho, reconheceu, esta terça-feira, a importância do Plano de Reconciliação em Memória das Vítimas dos Conflitos Políticos (CIVICOP) para o reforço da unidade nacional.
Ondjiva – O secretário provincial do PRA-JA no Cunene, Bonifácio Inashisho, reconheceu, esta terça-feira, a importância do Plano de Reconciliação em Memória das Vítimas dos Conflitos Políticos (CIVICOP) para o reforço da unidade nacional.
Em declarações à ANGOP, o político considerou a implementação do plano uma iniciativa louvável do Governo angolano, por entender que poderá contribuir para amenizar a dor das famílias que perderam entes queridos durante o período de conflitos armados, entre 1975 e 2002.
Bonifácio Inashisho referiu que, durante os conflitos, algumas famílias não tiveram a possibilidade de realizar funerais dignos, devido ao desconhecimento do paradeiro dos corpos das vítimas.
Segundo o responsável, a localização e identificação dos restos mortais permitem dar resposta a esse direito e proporcionar às famílias a possibilidade de prestar uma última homenagem aos seus entes queridos.
Afirmou que a iniciativa visa garantir que as famílias possam despedir-se dos seus entes queridos de forma digna, por meio de actos fúnebres de acordo com os costumes e tradições.
“Com a reconciliação em memória das vítimas dos conflitos políticos, espera-se que os angolanos façam um esforço para demonstrar, na prática, a verdadeira união e o espírito de solidariedade para com os mais desfavorecidos”, realçou.
Bonifácio Inashisho apelou aos dirigentes, à sociedade civil e aos cidadãos em geral para uma maior atenção ao futuro e para a promoção do desenvolvimento sustentável do país.
A iniciativa enquadra-se no processo conduzido pela Comissão para a Implementação do Plano de Reconciliação em Memória das Vítimas dos Conflitos Políticos (CIVICOP), que visa devolver dignidade às vítimas e proporcionar às famílias um encerramento simbólico e emocional.
No âmbito da homenagem às vítimas dos conflitos políticos e armados ocorridos entre 1975 e 2002, o Presidente da República, João Lourenço, decretou, no dia 22 de Maio, um dia de luto nacional.PEM/LHE/ART




