O secretário-geral do MPLA, Paulo Pombolo, assegurou, no município do Bocoio, província de Benguela, que os trabalhos preparatórios para o 9.º Congresso Ordinário da organização decorrem com total normalidade.
Segundo o dirigente, o processo avança sem constrangimentos graças ao engajamento e à estreita colaboração dos militantes, bem como de todas as estruturas partidárias, desde os comités de base até ao topo da direcção nacional. Paulo Pombolo avançou que as acções de organização do Congresso, agendado para os dias 9 e 10 de Dezembro deste ano, seguem as orientações do líder do MPLA, João Lourenço. Reforçou que o processo envolve a direcção central do partido, as comissões preparatórias provinciais, municipais e comunais, além das estruturas de base. O dirigente referiu que estão envolvidos cerca de 60 mil comités de base do partido em todo o país. “Não há constrangimentos e ninguém pode dizer que temos dificuldades”, sublinhou Paulo Pombolo, demonstrando a confiança das estruturas no processo. “O processo assembleário correu muitíssimo bem. Todos os Comités de Acção realizaram as suas assembleias e elegeram as suas direcções. Alguns primeiros-secretários dos CAP foram reconduzidos, enquanto outros foram renovados”, partilhou. De acordo com o secretário-geral do MPLA, a segunda fase do processo consistiu na realização de 370 conferências comunais em todo o país, tendo todas decorrido sem grandes dificuldades. Paulo Pombolo informou os militantes que, de 1 a 15 de Agosto, terá início a fase das conferências municipais. Neste período, serão realizados 327 encontros, com o dirigente a manifestar total confiança em que o processo decorrerá num ambiente harmonioso. Os delegados ao Congresso e os candidatos a membros do Comité Central serão escolhidos em 21 conferências provinciais, agendadas para Outubro. O secretário-geral, Paulo Pombolo, lembrou que a liderança do MPLA e o Comité Central decidiram atribuir aos comités de base uma quota de 15% na composição de todos os órgãos colegiais do partido, abrangendo os níveis comunal, municipal e provincial. “Teremos camaradas vindos directamente dos CAP para o Comité Central”, garantiu o dirigente, revelando os ajustes na estrutura partidária: “Da avaliação feita, concluímos que, dos 693 membros do Comité Central alargado, nem todos contribuíram. Por isso, ouvindo a pressão dos militantes, decidimos que o órgão passará a ter apenas 593 integrantes”, anunciou Paulo Pombolo. O secretário-geral garantiu que, entre os 593 membros do Comité Central, haverá militantes, por exemplo, de Benguela, directamente provenientes dos CAP. “Estamos atentos também àqueles que, em momentos como este, escolhem familiares e amigos. Queremos evitar isso e é por isso que vamos acompanhar de perto todos os processos”, alertou. 65% dos mais de três milhões são mulheres“A base que sustenta o partido no município do Bocoio, por exemplo, é maioritariamente feminina. E isso não acontece apenas aqui. Dos 3,5 milhões de militantes do MPLA que participaram no processo assembleário em todo o país, entre 60% e 65% são mulheres”, afirmou. Paulo Pombolo referiu que, apesar da expressiva mobilização feminina nas fileiras partidárias, existe uma assimetria de género que precisa de ser corrigida com urgência. O dirigente apontou que, embora as mulheres constituam a força maioritária, essa realidade ainda não se reflecte proporcionalmente nos órgãos de decisão. Laborinho reitera aposta na unidade e mobilização O primeiro-secretário provincial do MPLA no Cuanza- Sul, Eugénio Laborinho, reiterou ontem, na cidade do Sumbe, o compromisso estratégico do partido com a consolidação da sua organização interna e com a contínua mobilização dos militantes. A garantia foi dada durante a VI Reunião Extraordinária do Comité Provincial, num momento em que o dirigente apontou estas acções como cruciais para responder aos desafios políticos imediatos e à preparação para as Eleições Gerais de 2027. O encontro teve como objectivo analisar e deliberar sobre as linhas estratégicas que marcam o encerramento do mandato 2021/2026 e o início de um novo ciclo organizativo. Na ocasião, Eugénio Laborinho destacou que os preparativos para o 9.º Congresso Ordinário do partido entram numa fase decisiva, caracterizada por uma intensa dinâmica administrativa e mobilizativa que abrange desde as estruturas de base até ao topo da direcção nacional. O dirigente sublinhou os resultados alcançados no processo de Balanço e Renovação de Mandatos nos Comités de Acção do Partido (CAP). As assembleias registaram a participação activa de 296.966 militantes, dos quais 162.417 são mulheres — dados que, segundo o responsável, demonstram a força demográfica e a vitalidade da organização política. “Este processo permitiu renovar e dinamizar as estruturas de base do partido, resultando na recondução de 3.040 primeiros-secretários dos CAP e na eleição de 1.163 novos dirigentes”, destacou Eugénio Laborinho. No que diz respeito às Conferências Comunais, o primeiro-secretário informou que o calendário foi cumprido com sucesso nas 12 comunas orgânicas e em três comunas não orgânicas da província. O processo envolveu 1.771 delegados, culminando na recondução de 13 primeiros-secretários comunais e na eleição de dois novos dirigentes locais.




