Presidente da República defende cooperação com Gabão para acelerar desenvolvimento regional

O Presidente da República de Angola, João Lourenço, defendeu esta segunda-feira, 6, em Luanda, o reforço da cooperação bilateral e multilateral como instrumento essencial para acelerar o desenvolvimento económico e social da região africana.
A posição foi expressa durante o encontro oficial com o Presidente do Gabão, que iniciou uma visita de três dias a Angola, centrada no aprofundamento das relações diplomáticas e económicas entre os dois países.
João Lourenço sublinhou que o intercâmbio entre Angola e o Gabão deve ganhar um novo dinamismo, enquadrado nos acordos já existentes, com destaque para o Acordo Geral de Cooperação Cultural, Científica e Técnica assinado em 1982, bem como outros instrumentos jurídicos posteriormente estabelecidos.
O Chefe de Estado angolano defendeu a necessidade de revitalizar esses acordos e assegurar a sua plena implementação, bem como a assinatura de novos instrumentos que permitam elevar o nível das relações bilaterais.
Segundo o Presidente angolano, a cooperação entre os dois países deve estar alinhada com as suas potencialidades, de modo a impulsionar o desenvolvimento recíproco e contribuir para o progresso da região e do continente africano.
João Lourenço destacou ainda a importância de se realizar, em Luanda, a terceira sessão da Comissão Mista Bilateral, vista como uma plataforma essencial de concertação e acompanhamento das iniciativas conjuntas.
O estadista defendeu igualmente uma maior coordenação entre os países africanos para a promoção da paz, estabilidade e segurança, sublinhando que não haverá desenvolvimento no continente sem esforços conjuntos e articulados.
No quadro da Agenda 2063 da União Africana, o Presidente angolano apelou ao reforço de iniciativas capazes de atrair investimentos internacionais e de impulsionar projectos estruturantes para o desenvolvimento sustentável do continente.
A visita do Presidente do Gabão é vista pelas autoridades angolanas como uma oportunidade para relançar a cooperação bilateral e acelerar a materialização de compromissos já assumidos entre os dois Estados.


