O paradoxo de África é ser um continente rico em recursos que permanecem insuficientemente ransformados, afirmou, sábado, em New Alamein, Egipto, o Presidente em exercício da União Africana (UA).
ÉvaristeNdayishimiye fez esta observação no discurso proferido na cerimónia de abertura do Alamein Africa Forum.
Para contornar este quadro, o Estadista burundês propôs a criação de um Painel Africano de Investimento e Implementação, destinado a monitorar projectos continentais estratégicos, investimentos, financiamentos, responsabilidades, cronogramas e resultados mensuráveis.
Na visão de ÉvaristeNdayishimiye, a prioridade deve passar pela união dos governos, investidores e empresas, com vista a transformar as estratégias nacionais e a Agenda 2063 em projectos concretos e viáveis para financiamento.
No quadro das soluções para uma África mais desenvolvida, o Presidente em exercício da UA defendeu, também, a transição de parcerias diplomáticas para parcerias económicas, de investimento e, em última análise, de produção.
Évariste Ndayishimiye, que substituiu o Presidente João Lourenço na presidência rotativa da União Africana, ressaltou que a Zona de Comércio Livre Continental Africana deve ser transformada num mercado em pleno funcionamento.
Este projecto, prosseguiu o Presidente do Burundi, deve ser apoiado por corredores comerciais, postos fronteiriços integrados, procedimentos alfandegários harmonizados, reconhecimento mútuo de normas, sistemas de pagamento transfronteiriços, financiamento ao comércio, logística e cadeias de valor regionais.




