Presidente do Partido Liberal critica ministro do Interior por situação nos serviços de emissão de documentos

Luanda - O presidente do Partido Liberal, Luís de Castro, dirigiu uma carta aberta ao ministro do Interior, Manuel Homem, na qual manifesta preocupação com as condições enfrentadas por cidadãos que procuram serviços de emissão de documentos em Angola.
Na missiva, Luís de Castro refere ter acompanhado com “profunda preocupação” as imagens divulgadas nas redes sociais que mostram cidadãos, incluindo mães com recém-nascidos, a passarem a noite ao relento enquanto aguardam atendimento no chamado “centro de apoio aos utentes”.
Segundo o líder partidário, as imagens retratam uma realidade que, no seu entender, “nenhum país que respeita o seu povo deveria tolerar”, uma vez que os cidadãos estariam a aguardar por documentos considerados direitos básicos, como passaportes ou cartas de condução.
Luís de Castro também critica o vídeo divulgado pelo ministro Manuel Homem em resposta às denúncias, considerando que a iniciativa pareceu “mais uma tentativa de suavizar a realidade do que de enfrentá-la com a seriedade que a situação exige”.
Na carta, o presidente do Partido Liberal sustenta que o Ministério do Interior de Angola tem uma responsabilidade institucional significativa e que deve priorizar soluções concretas para os problemas enfrentados pelos cidadãos.
“O Ministério do Interior não é palco para gestos de ocasião, nem espaço para comunicação superficial”, afirma o político, acrescentando que milhares de angolanos continuam a enfrentar longas filas, atrasos e dificuldades para obter documentos essenciais.
O dirigente sublinha ainda que as reclamações têm aumentado e que a situação exige respostas estruturais por parte das autoridades. Para Luís de Castro, quando cidadãos são obrigados a dormir no chão para conseguir exercer um direito administrativo, o problema deixa de ser apenas burocrático e passa a ter uma dimensão moral.
A carta termina com um apelo para que o episódio sirva para “despertar consciência” e promover melhorias no funcionamento dos serviços públicos ligados à emissão de documentos.


