Ondjiva – O Presidente da República Democrática do Congo (RDC), Félix Tshisekedi, desembarcou, este sábado, na província do Cunene, onde irá participar da cerimónia de inauguração das barragens do Ndúe e Calucuve.
Ondjiva – O Presidente da República Democrática do Congo (RDC), Félix Tshisekedi, desembarcou, este sábado, na província do Cunene, onde irá participar da cerimónia de inauguração das barragens do Ndúe e Calucuve.
À chegada, no aeroporto “11de Novembro”, o Estadista congolês e a delegação que o acompanha foram recebidos pelo ministro das Relações Exteriores, Téte António, seguindo posteriormente por helicóptero para o município de Cuvelai.
No município do Cuvelai, que dista aproximadamente 155 quilómetros da sede provincial e após receber cumprimentos do Presidente angolano, João Lourenço, os dois Chefes de Estado procederão a inauguração, primeiro, da barragem do Ndúe.
Nesta, de acordo com o programa, as delegações presidenciais realizam visitas guiadas ao Posto de Observação e Controlo, assim como à Torre de Tomada de Água e à Estrutura de Transição entre a Conduta Adutora, Canal e a primeira chimpaca.
A seguir assiste-se ao corte da fita inaugural e o accionar do botão, que vão sinalizar a abertura da comporta e a entrada em funcionamento da barragem Ndúe, que faz parte do Lote 5 do Programa de Combate aos Efeitos da Seca no Sul de Angola (PCESSA), no rio Caundo.
Seguidamente, os dois Presidentes vão, igualmente de helicóptero, para a barragem de Calucuve (Lote 3), para cumprir o mesmo procedimento.
A agenda prevê também declarações conjuntas à imprensa, a marcar o fim da visita de dois dias de trabalho do Presidente da República, João Lourenço, à província do Cunene.
No princípio da noite deste sábado, Félix Tshisekedi regressa ao seu país, enquanto João Lourenço segue para Luanda, capital angolana.
Ndúe e Calucuve são dois dos cinco projectos estruturantes inseridos no PCESSA, em curso desde 2019, com uma supervisão permanente e dedicação especial do Titular do Poder Executivo angolano.
A barragem do Ndúe, a 97 quilómetros da comuna sede de Mukolongodjo, município de Cuvelai, que passa pelos municípios de Chissuata e Cafima, vai beneficiar cerca de 55 mil habitantes, 60 mil cabeças de gado, numa primeira fase.
A infra-estrutura contempla também uma barragem de 32,80 metros de altura e mil e 500 metros de comprimento, com capacidade de armazenar um volume de 170 milhões de metros cúbicos de água, um canal adutor associado de 75 quilómetros e 15 chimpacas, para diversos fins de cariz económico e social, beneficiando a população, a agricultura e o gado.
Já Calucuve, que dista 34 quilómetros da comuna de Mukolongodjo, também situada no município de Cuvelai, vai beneficiar perto de 200 mil cabeças de gado e mais de 80 mil habitantes da região.
A barragem possui 31,60 metros de altura e dois mil 184 metros de comprimento, com capacidade para armazenar cerca de 141 milhões de metros cúbicos de água, e conta com um canal adutor de 240 quilómetros e 22 chimpacas.
A construção das barragens do Ndúe e Calucuve iniciou a 28 de Outubro de 2021, com o lançamento da primeira pedra, pela então ministra de Estado para a Área Social, Carolina Cerqueira.
A perspectiva é que os duas barragens desempenhem um papel fundamental no combate à seca que tem assolado a população da região Sul de Angola, de forma cíclica.
O Programa de Combate aos Efeitos da Seca no Sul de Angola visa o abastecimento de água às populações e promover o fortalecimento da agricultura, nas províncias do Cunene, Huíla, Namibe e Benguela. QCB/SC




