Nova Iorque (Do enviado especial) – O Presidente da República, João Lourenço, reafirmou, esta terça-feira, o compromisso de Angola com a construção e consolidação da paz em África e no mundo, através do diálogo, da aproximação entre as partes em conflito e da criação de consensos.
Nova Iorque (Do enviado especial) – O Presidente da República, João Lourenço, reafirmou, esta terça-feira, o compromisso de Angola com a construção e consolidação da paz em África e no mundo, através do diálogo, da aproximação entre as partes em conflito e da criação de consensos.
Ao discursar na 81.ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, subordinada ao tema “Restaurar a Confiança, Gerir a Transformação: Uma Organização das Nações Unidas que Produz Resultados para Todos”, o Chefe de Estado afirmou que Angola tem procurado dar a sua contribuição à construção e consolidação da paz em África e no mundo.
João Lourenço considerou, contudo, que o actual quadro internacional não traduz, de modo algum, os anseios dos povos à harmonia e ao entendimento entre as nações.
Entre as contribuições de Angola para a paz, destacou a realização, recentemente, em Luanda, da 21.ª Conferência Extraordinária da União Africana sobre o Reforço dos Mecanismos de Prevenção e Resolução de Conflitos em África, que abriu, segundo afirmou, “uma perspectiva séria e segura” para a resolução dos problemas que afectam a paz e a estabilidade no continente africano.
Mereceu igualmente atenção particular a realização, em Julho deste ano, em Luanda, em parceria com a Aliança das Civilizações das Nações Unidas, da terceira edição da “Iniciativa do Apelo à Paz, ao Fim das Guerras e pelo Respeito do Direito Internacional”.
Neste mesmo contexto, o Chefe de Estado anunciou que Angola acolherá, em Outubro, o “Fórum Pan-Africano para a Cultura da Paz e da Não-Violência, Bienal de Luanda”.
“O nosso empenho nos assuntos que dizem respeito à paz, à resolução dos conflitos pela via do diálogo, ao respeito pelas normas que regem as relações internacionais e pela defesa do Direito Internacional, é levado a sério pelo meu país”, afirmou.
João Lourenço sublinhou que Angola não regateia esforços para aproximar partes em conflito e criar consensos em África.
“Continuamos disponíveis para dedicar a nossa atenção e contribuição à resolução dos conflitos que persistem no continente”, afirmou o Chefe de Estado.
O estadista afirmou que o paradigma das iniciativas voltadas para a construção da paz assenta na busca de soluções realistas e sustentáveis, dentro do princípio de “soluções africanas para os conflitos em África”.
Neste sentido, apelou à implementação efectiva da Resolução 2719 do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que deve assegurar o financiamento previsível, adequado e sustentável das operações de apoio à paz lideradas pela União Africana e autorizadas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas.
“Investir na capacidade africana de prevenir e resolver conflitos, é investir também na paz e segurança internacionais”, afirmou.
O Presidente da República abordou igualmente o agravamento da situação de paz e segurança no mundo, numa Assembleia Geral que acontece no mês de Setembro, mas que, este ano, ocorre 25 anos depois do acto terrorista que destruiu as Torres Gémeas, em Nova Iorque, e atingiu outros alvos em território norte-americano.
O acto terrorista causou milhares de mortos e feridos civis, alguns dos quais, segundo João Lourenço, carregam no corpo e na alma, até aos dias de hoje, as sequelas provocadas por aquela tragédia.
“Aproveitamos esta oportunidade para mais uma vez condenar o terrorismo e todas as suas formas, onde quer que tenham lugar”, afirmou.
Para além do terrorismo, que continua activo em alguns países, particularmente em África, o Presidente da República afirmou que a situação de paz e segurança mundiais “vem-se agravando ano após ano”.
Segundo João Lourenço, a evolução do quadro internacional chegou a um ponto em que se constata, “com profunda preocupação, que o mundo tomou um rumo que o aproxima assustadoramente de uma conflagração global”.
O Chefe de Estado reiterou, assim, a disponibilidade de Angola para continuar a contribuir para a construção da paz, a resolução dos conflitos pela via do diálogo, o respeito pelas normas que regem as relações internacionais e a defesa do Direito Internacional
A 81.ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, oficialmente aberta no dia 8 deste mês, tem como tema "Restaurar a Confiança, Gerir a Transformação: Uma Organização das Nações Unidas que Produz Resultados para Todos", reflectido a pertinência do reforço da capacidade do sistema multilateral, para responder eficazmente aos desafios globais emergentes.
É presidida pelo embaixador Khalilur Rahman, representante permanente do Bangladesh junto das Nações Unidas, eleito em Junho deste ano com base no princípio da rotatividade geográfica entre os grupos regionais da ONU para um mandato de um ano, iniciado este mês.
A Assembleia Geral das Nações Unidas é o principal órgão deliberativo, representativo e normativo da ONU, e reúne os 193 Estados-Membros para debater as principais questões da agenda internacional e adoptar orientações políticas sobre matérias relacionadas com a manutenção da paz e segurança internacionais.SR/ART




