O Presidente do MPLA e que, por isso, também é Presidente de Angola, general João Lourenço, viajou hoje para Nova Iorque, para participar na 81ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, onde discursa na terça-feira, divulgou hoje o gabinete da Presidência angolana.
O encontro anual que reúne representantes dos 193 países da ONU tem como lema “Restaurar a Confiança, Gerir a Transformação: uma Organização das Nações Unidas que Produz Resultados para Todos” e, este ano, deverá centrar ainda a atenção na sucessão do actual secretário-geral, o português António Guterres, cujo mandato termina a 31de Dezembro e que é, aliás, um velho e íntimo amigo do MPLA.
No comunicado à imprensa, a Presidência angolana refere que o ponto alto da missão do chefe de Estado João Lourenço está previsto para terça-feira, 22 de Setembro, dia em que o líder do MPLA subirá à tribuna da ONU para se dirigir ao mundo com o seu discurso anual.
“Tal como acontece todos os anos, o Presidente João Lourenço vai aproveitar a sua permanência por alguns dias em Nova Iorque para cumprir uma agenda diplomática intensa à margem da participação nos trabalhos da Assembleia Geral”, acrescenta o comunicado, rentabilizando o faco de ser Presidente do MPLA e Titular do Poder Executivo.
De acordo com a informação disponibilizada, está previsto que o chefe de Estado (não nominalmente eleito) se reúna “em diferentes momentos com personalidades influentes da política, da economia, das ciências e de todos os domínios que se mostram relevantes para o progresso de uma nação como Angola, mergulhada num consistente programa de transformação que abarca múltiplas áreas e frentes”, razão pela qual João Lourenço faz questão de espalhar pelo Mundo a sua tese de que “o MPLA fez mais em 50 anos do que Portugal em 500”.
A delegação de Angola inclui também o ministro das Relações Exteriores, Téte António, que já viajou para Nova Iorque, no sábado, e que deverá acompanhar as actividades da diplomacia angolana e contribuir para a definição e apresentação das posições de Angola.
A participação de Angola na Assembleia Geral da ONU “constitui uma oportunidade para reafirmar o compromisso do país com os princípios da Carta das Nações Unidas, o diálogo, a paz e a segurança internacionais, a cooperação entre os Estados e a promoção do desenvolvimento sustentável”, informou a diplomacia angolana.
Segundo a fonte, a delegação de Angola integra altos funcionários do aparelho central do MPLA/Estado, bem como responsáveis e quadros do Ministério das Relações Exteriores, que acompanharão os trabalhos e as actividades diplomáticas previstas à margem da Assembleia Geral.
A agenda “deverá incluir contactos e encontros bilaterais e multilaterais com representantes de diferentes Estados e organizações internacionais, no âmbito do reforço das relações de amizade, cooperação e solidariedade entre Angola e os seus parceiros”.
Angola irá ainda defender a candidatura da diplomata Josefa Sacko para directora-geral da FAO, a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura.
Actual embaixadora de Angola na Itália e Representante Permanente junto das Agências das Nações Unidas sediadas em Roma, incluindo a FAO, o FIDA e o PAM, Josefa Sacko é membro do Conselho Executivo do Programa Alimentar Mundial, onde exerce funções como Coordenadora da Lista A, em representação do Grupo Africano.
Josefa Sacko candidata-se com o lema “FAO para uma Nova Era do Conhecimento à Implementação | Dos Projectos aos Sistemas | De Roma aos Países, apresentando uma carreira com mais de 30 anos nas áreas da agronomia, economia e diplomacia.
Várias vezes premiada, a candidata angolana supervisionou e orientou acções que impulsionaram iniciativas como a Grande Muralha Verde, o desenvolvimento da Estratégia de Agricultura Digital de África e o avanço de políticas sobre sistemas alimentares, biodiversidade e adaptação climática.



