Nova Iorque (Do enviado especial) – A Primeira-Dama da República, Ana Dias Lourenço, afirmou, esta quarta-feira, em Nova Iorque, que a justiça reparativa constitui um imperativo de restituição, um direito legítimo e um alicerce fundamental para uma ordem internacional verdadeiramente equitativa.
Nova Iorque (Do enviado especial) – A Primeira-Dama da República, Ana Dias Lourenço, afirmou, esta quarta-feira, em Nova Iorque, que a justiça reparativa constitui um imperativo de restituição, um direito legítimo e um alicerce fundamental para uma ordem internacional verdadeiramente equitativa.
Ana Dias Lourenço fez esta afirmação no fórum sobre “Promoção da Justiça Reparativa, a Restituição Cultural e a Transformação da Economia Criativa de África”, promovido pela Nova Parceria para o Desenvolvimento de África (NEPAD), à margem da 81.ª Assembleia Geral das Nações Unidas.
Na sua intervenção, a Primeira-Dama afirmou que a justiça não deve ser encarada como um acto de benevolência ou caridade, por constituir um imperativo de restituição e um direito legítimo.
Para Ana Dias Lourenço, as instituições continentais e os blocos regionais devem assumir-se como os principais arquitectos da mudança, para que a justiça reparativa se converta em realidades tangíveis.
Defendeu, igualmente, uma reforma urgente da arquitectura financeira global, que ainda hoje perpetua ciclos de dependência, bem como uma voz comum nos palcos multilaterais.
A Primeira-Dama advogou, de igual modo, a criação de quadros jurídicos e políticos robustos que fundamentem as reivindicações de reparação à escala global, com base no Direito Internacional.
Paz e transformação social
Na terça-feira, Ana Dias Lourenço participou no evento de alto nível das Nações Unidas sob o tema “A Liderança de Angola na Paz e na Transformação Social em África”.
Na ocasião, afirmou que as Primeiras-Damas não são observadoras passivas da história, mas arquitectas de estratégias e mecanismos vitais que asseguram o apoio humanitário essencial onde as estruturas tradicionais enfrentam dificuldades para chegar.
“Em cenários de conflito armado, são as mulheres e as crianças que suportam o fardo mais pesado da violência e da deslocação forçada”, acrescentou.
Afirmou que as Primeiras-Damas africanas defendem a criação de “corredores de dignidade”, para garantir que o acesso à saúde materna, à educação contínua das raparigas e ao apoio psicossocial não seja interrompido pelas crises.
“O nosso compromisso institucional, reforçado através do dinamismo da OPDAD, foca-se na protecção intransigente destas populações mais vulneráveis”, assinalou.
OPDAD reflecte sobre futuro das mulheres e meninas
Em Nova Iorque, à margem da Assembleia Geral da ONU, realizou-se, também na terça-feira, um evento da Organização das Primeiras-Damas Africanas para o Desenvolvimento (OPDAD), da qual Ana Dias Lourenço é Vice-Presidente.
Sob o tema “OPDAD: um legado de liderança a serviço das mulheres e meninas”, o evento constituiu uma oportunidade para reflectir sobre a trajectória da organização, celebrar as suas parcerias duradouras e definir uma visão partilhada para o próximo capítulo.
No mesmo dia, Ana Dias Lourenço participou na cerimónia de recepção oferecida pela Primeira-Dama dos Estados Unidos da América, Melania Trump, sob o tema “Promovendo o futuro juntos”.
Pelo segundo ano consecutivo, a Primeira-Dama da República marcou presença, na segunda-feira, no encontro promovido pela organização Theirworld, sob o tema “A educação constrói-se amanhã”.
A organização é liderada por Sarah Brown, activista e esposa de Gordon Brown, antigo primeiro-ministro do Reino Unido**.SR/ART**




