Processo de candidaturas à presidência do MPLA aberto em Março deste ano, mas sem candidatos até ao momento

"O processo das candidaturas foi aberto no dia 28 de Março deste ano. Até ao momento, nenhum militante formalizou a sua candidatura à presidência do partido", disse esta quinta-feira, 16, o presidente da subcomissão, Job Pedro Castelo Capapinha.
Capapinha, que falava em conferencia de imprensa, sublinhou que o processo de abertura iniciado no dia 28 de Março termina no dia 25 de Outubro.
"A validação das candidaturas vai ocorrer nos dias 02 a 05 de Novembro", referiu Job Pedro Castelo Capapinha, frisando que aos candidatos à presidência do partido são exigidas 5.000 mil assinaturas, sendo 200 em cada província.
Referiu que os que vão concorrer ao cargo de primeiros secretários provinciais deverão reunir 2.500 assinaturas e 150 em cada município do País.
"A campanha eleitoral terá início no dia 06 de Novembro e termina a 07 de Dezembro do corrente ano", informou o presidente da subcomissão, salientando que para ser eleito presidente do MPLA tem de ter no mínimo 15 anos de militância.
"Para o cargo do presidente do partido é necessário ser militante activo em pleno gozo dos direitos políticos e cumprir os estatutos e programa do partido. Ser cidadão angolano, fiel defensor do partido, patriota exemplar (...) e boa capacidade de organização", apontou.
Até ao início de 2026, pelo menos dois militantes manifestaram publicamente a intenção de se candidatar à presidência do MPLA, visando o 9º congresso ordinário: o general na reserva Higino Carneiro e o militante António Venâncio.
Num dos seus pronunciamentos, o actual presidente do MPLA, João Lourenço, indicou que as candidaturas múltiplas não beliscam a harmonia do partido, mas pediu calma aos "apressados", afirmando que o candidato será conhecido no congresso.
O congresso contará com 3.000 delegados de todo o País e da diáspora, marcando o início do mandato 2026-2031, e servirá como preparação para os desafios eleitorais de 2027.
Entre as principais novidades do congresso destaca-se a redução do Comité Central para 593 membros, uma diminuição de 14,5%, mantendo-se os princípios de continuidade de 55%, renovação de 45%, e a garantia de representação feminina de 50 por cento em órgãos colegiais.


