Luanda — A República Democrática do Congo (RDC) conta com o apoio de Angola para a conclusão do processo de paz e segurança no Leste do país, em particular no cumprimento dos compromissos sobre desarmamento, desmobilização e acantonamento das forças envolvidas no conflito.
Luanda — A República Democrática do Congo (RDC) conta com o apoio de Angola para a conclusão do processo de paz e segurança no Leste do país, em particular no cumprimento dos compromissos sobre desarmamento, desmobilização e acantonamento das forças envolvidas no conflito.
A posição foi expressa, esta quarta-feira, em Luanda, pelo ministro da Integração Regional da RDC, Floribert Anzuluni Isiloketshi, em declarações à imprensa, no final de uma audiência que lhe foi concedida pelo Presidente da República, João Lourenço, na qualidade de enviado especial do Chefe de Estado congolês, Félix Tshisekedi.
O governante congolês disse ter informado ao Presidente João Lourenço a actual situação de segurança no Leste da RDC e a evolução dos esforços para implementar os compromissos assumidos pelas partes no quadro do processo de paz.
Floribert Anzuluni Isiloketshi destacou o papel de Angola nos esforços de pacificação da região e considerou o país um parceiro estratégico e importante no contexto regional e internacional.
“Angola é um país irmão e tem acompanhado a situação desde o início deste processo”, afirmou o ministro, acrescentando que Kinshasa conta com a continuidade do envolvimento de Luanda até à conclusão dos compromissos assumidos.
O enviado especial de Félix Tshisekedi reafirmou o compromisso do seu país com o cumprimento das obrigações decorrentes dos entendimentos alcançados entre as partes, sobretudo no domínio do desarmamento, desmobilização e acantonamento das forças envolvidas no conflito.
Informou que o governo de Tshisekedi está determinado a cumprir a sua parte e levar até ao fim os compromissos assumidos no processo de paz.
Lembrou que o processo assenta num protocolo negociado entre as partes, com o envolvimento de parceiros internacionais, e visa transformar os compromissos políticos em medidas concretas para a redução das forças e a estabilização do leste da RDC.
Sobre a articulação entre o processo de Luanda e o actual Acordo de Washington, o ministro da Integração Regional explicou que o primeiro constituiu uma etapa importante dos esforços diplomáticos que conduziram aos entendimentos posteriormente alcançados.
“O processo de Luanda deu praticamente seguimento até chegarmos ao Acordo de Washington”, disse.
Floribert Anzuluni Isiloketshi considerou que vários elementos trabalhados no âmbito do processo de Luanda encontram continuidade no Acordo de Washington, razão pela qual a RDC trabalha actualmente com base neste último instrumento.
Recordou que o processo de Luanda foi desenvolvido no quadro dos esforços da União Africana para a resolução do conflito, com recurso a um mecanismo de mediação continental.
Angola e a RDC mantêm contactos regulares sobre a evolução do conflito armado no leste do país e sobre as iniciativas regionais e internacionais destinadas à pacificação daquela parte do território congolês.
A deslocação a Luanda do ministro da Integração Regional da RDC insere-se na continuidade dos contactos diplomáticos entre os dois países, num momento em que as partes procuram avançar com a implementação dos compromissos de paz alcançados no quadro dos processos de Luanda e Washington.AFL/ART




