RDC solicita apoio de Angola e da UA para pressionar Rwuanda ao caminho da paz

O Presidente da República, João Lourenço, recebeu na noite desta sexta-feira, 12 , no Palácio Presidencial da Cidade Alta, em Luanda, um enviado especial do Presidente Félix Tshisekedi, que solicita a intervenção diplomática de Angola e do Líder da União Africana, para pressionar o Rwanda a retomar o caminho da paz, após a tomada da localidade estratégica de Uvira.
Esta solicitação da RDC ao Presidente João Lourenço, surge após o agravamento da situação militar no este daquele país vizinho, cenas depois da assinatura do Acordo de Paz entre Tshisekedi e Kagame, em Washington, nos Estados Unidos da América, com vista o fim do conflito entre os dois países que degasta a região.
O Floribert Anzuluni Isiloketshi em declarações à imprensa no final do encontro com o Chefe de Estado, o enviado especial do Chefe de Estado da RDC, apontou a cessação das hostilidades dentre as principais preocupações, num momento em que o Rwanda, como mencionou, continua a criar dificuldades e a provocar desolação ao povo congolês.
O enviado especial da RDC disse que visita à capital do país, para “pedir o apoio solidário de Angola para pressionar o Presidente Paul Kagame para parar com os ataques e voltar aos acordos de Washington”.
“Viemos aqui pedir, de forma solidária, que se faça maior pressão diplomática para o fim do conflito e o sofrimento do povo congolês, que já dura há bastante tempo”, disse.
O enviado especial de Antoine Félix Tshisekedi disse que o Chefe de Estado angolano foi informado sobre os últimos episódios que reacenderam o conflito vigente entre as partes.
O Rwanda, em conjunto com os seus apoiantes, disse, referindo-se às milícias do M23, lançaram novas incursões com “material muito pesado e sofisticado no nosso território”, referindo que como consequência dos ataques, houve grandes estragos, perdas de vidas humanas e uma degradação plena daquilo que é a situação humanitária.
“Ao tomarem a localidade de Uvira, zona frontal ao Burundi, provocaram danos materiais e grandes perdas humanas”, informou.
Floribert Anzuluni Isiloketshi considerou a ofensiva um “descalabro de guerra” que “o Rwanda, de facto, continua no nosso território com o apoio do M23”.
Questionado sobre o recrudescimento da situação e o seu impacto no recém acordo assinado pelos Presidentes Tshisekedi e Paul Kagame, sob os auspícios dos EUA, e o testemunho do Líder da União Africana, João Lourenço, em Washington DC, Floribert Isiloketshi confirmou que a nova ofensiva coloca em cheque este instrumento jurídico.
“O Rwanda e o M23 optarem pela violência, guerra e a degradação da situação no terreno, a RDC, por enquanto, continua engajada na resolução pacífica e diplomática do conflito. Mas, infelizmente, o Rwanda tem um caminho diferente. Um caminho da destruição e um caminho de guerra, razão pela qual estamos a solicitar apoio diplomático, para que se coloque pressão sobre o Rwanda, para que pare com essa ofensiva e retome o caminho das negociações em curso”, concluiu.
Referir que mais de 400 civis foram mortos desde que o grupo armado M23, apoiado por Ruanda, intensificou sua ofensiva na província de Kivu do Sul, no leste do país.
As informações foram avançadas pelas autoridades regionais na quarta-feira, 10, acrescentando que as forças especiais ruandesas estavam na estratégica cidade de Uvira.


