Rei do Bailundo pede aos políticos que abandonem discursos de ódio e divisão

Em declarações à Rádio Correio da Kianda, o líder tradicional afirmou que a intolerância política continua a ser uma realidade em Angola e advertiu que a repetição de práticas do passado pode comprometer a convivência pacífica e o desenvolvimento do país.
Segundo o soberano, a actividade política deve ser exercida com responsabilidade e respeito pelos princípios democráticos, evitando atitudes que alimentem o fanatismo e a divisão entre os angolanos.
“Somos todos irmãos, de Cabinda ao Cunene, do mar ao Leste. Precisamos de fazer uma política idónea, diferente daquela que no passado levou à perda de vidas e separou famílias por motivos políticos”, afirmou.
Tchongolola Tchongonga defendeu que a democracia deve ser encarada como um instrumento de paz e reconciliação, lembrando que os processos eleitorais são momentos de escolha dos dirigentes e não de confrontação entre cidadãos.
O Rei do Bailundo mostrou-se ainda preocupado com o aumento das ofensas verbais e das agressões entre apoiantes de diferentes sensibilidades políticas, apesar de o período eleitoral ainda não ter começado oficialmente.
“O tempo ainda não chegou, mas já vemos pessoas a insultarem-se e até a serem espancadas por questões políticas. É preciso travar este caminho”, alertou.
O líder tradicional reafirmou igualmente a disponibilidade do Reino do Bailundo para promover iniciativas de diálogo e aconselhamento, convidando os cidadãos e actores políticos a procurarem entendimento e reconciliação.
“O nosso Reino está aberto para todos. Queremos ajudar a construir uma cultura de paz, para que os angolanos continuem unidos e trabalhem juntos pelo desenvolvimento do país”, concluiu.



