Resiliência das democracias marca agenda da AP-CPLP

A criação de mecanismos para proteger as instituições legislativas contra ciberataques, desinformação e ameaças híbridas será um dos temas centrais da XV Sessão Intercalar da Assembleia Parlamentar da CPLP (AP-CPLP), que arranca nesta quarta-feira, em Luanda.
O certame, com a duração de três dias, vai servir para apreciar, no âmbito da 1.ª Comissão da organização, uma proposta que visa lançar as bases estratégicas para a edificação de um futuro Centro Lusófono de Resiliência Cibernética Parlamentar. Segundo informações avançadas pelo deputado e porta-voz do evento, Virgílio de Fontes Pereira, a criação da referida estrutura científica e tecnológica visa orientar debates institucionais, pelo que ainda não configura uma deliberação final definitiva. Além da segurança digital e da soberania tecnológica, a agenda dos parlamentares engloba debates focados no reforço da transparência na gestão pública, na defesa das instituições democráticas, na promoção dos direitos humanos e no robustecimento da função fiscalizadora dos parlamentos do espaço lusófono. No plano sectorial, a Comissão de Economia vai avaliar os impactos práticos do Acordo de Mobilidade da CPLP, enquanto a Comissão de Língua, Educação, Ciência e Cultura analisará propostas para impulsionar o intercâmbio científico entre investigadores, docentes e estudantes da comunidade. De acordo com o porta-voz, as deliberações do encontro visam produzir resultados efectivos, capazes de fortalecer a governação democrática e de robustecer a resiliência institucional em todo o espaço lusófono.


